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Este rio sombrio que desemboca
bem na boca do estômago vazio
Esta dor senil
que me arranca os cabelos até o último fio
E agora desta sarjeta quente e cinza
nasce o filho que não quis nascer
Em seus braços, mãe maldita
chora sem saber que já nasceu sem vida
Ali, logo a baixo dos cílios
se abre um sol sem brilho
Bom dia meu filho!
Você já viu o que não deveria ver.