Faça-se a luz

Afundo no meu desespero

num pesadelo em vermelho

ecos, escombros e pessoas

eu fico gritando e gritando e gritando

(o medo se esvai) sinto o mundo despedaçando

e contiuo gritando e gritando e gritando

(enquanto o silencio me trai)

As pessoas andando em desalento

os estilhaços de vidro rasgando por fora e por dentro

O fim chegando calmo, quase que em camera lenta

as vozes gritando (gritando e gritando)

levando o silencio de novo pra longe da minha cabeça.

O caos se materializando em uma bela sinfonia

vejo o fim se aproximando em aspirais de sintonia

Cerro os dentes pra evitar a dor

(mas não adianta, nada adianta)

Então pela ultima vez meus dedos tocam o torpor

enquanto de desespero canta

(mas não adianta nada adianta )