E daí que você cancelou o Facebook?É muito Mi Mi Mi…

Sobre essas teorias e experiências patéticas sobre a ausência do que não é essencial.

Você já deve ter visto por aí, centenas de depoimentos de pessoas que decidiram ou resolveram experimentar a vida sem Facebook. Você também deve se lembrar de como foi “produtivo”, em questão de opiniões compartilhadas, aquele meio dia sem Whatsapp. E provavelmente já soube de alguém que ficou sem smartphone, sem Internet, sem beber, sem fumar, sem sexo… Etc. As pessoas se privam de muitas coisas por escolha.

Bem, compartilhar é fundamental. Afinal, é conhecendo as experiências dos outros que nos prevenidos de, ou nos decidimos por um mesmo caminho. No entanto, muito mais importante do que a maneira como esse “compartilhar” é realizado, é a postura de quem compartilha e de quem tem acesso. E digo que muita coisa, muito depoimento me parece ridículo, patético e as vezes até sem sentido ou necessidade.

Apesar de considerar que deixamos de evoluir e que hoje apenas nos desenvolvemos, e, que a sociedade atual é um poço de banalidade onde as pessoas não sabe mais o que significa conteúdo pessoal, entendo que estamos em tempos de grande expansão dos meios menos pessoais de comunicação.

Também entendo que criamos um sistema tão complexo e tão socialmente burocrático, que as 24 horas de um dia já não rendem tanto quanto antes, por isso, ao invés de andar, nos estamos sempre correndo.

Somando esses dois fatores; as inúmeras possibilidades de manter contato e a correria de todos os dias, é plausível o uso cada vez mais frequente da comunicação virtual.

Ainda assim, sabendo que a maioria desses meios de comunicação são usado da mais medíocre maneira possível e que toda correria não é em prol do desenvolvimento e sim da manutenção do automático que nos transforma em seres cada vez mais artificiais, não posso dizer que compreendo essa paixão, mas entendo o apego que sentem pelo Facebook e Whatsapp, por exemplo.

Tudo é um processo; vazios de conteúdo prendem-se a qualquer forma de expressão, mesmo tão hipócrita, em algum momento percebem que tudo só fica ainda pior e então decidem provar da abstinência. Já que não morrem, escolhem compartilhar suas experiências adotando alguma postura social, ou individual absorvida de um “momento de contemplação” e tratam a ausência como o abandono de algo fundamental. Então, aqueles que têm acesso ao que foi compartilhado, expressam-se em apoio quase “emocional” e comentam seus desejos de conseguir se libertar também.

Pronto, nasceu um vencedor!

Sabe aquela coisa de aplaudir um ator/cantor/apresentador… que está na “luta” contra as drogas? É exatamente a mesma coisa, a pessoa recebe os louros da vitória por ter deixado para trás uma escolha errada.

Amigô, você não escapou de um cativeiro do EI, você só deixou de ser dependente de uma rede social ridícula.

Lembra como foi rápido pra surgirem inúmeros tutoriais de como usar o Whatsapp mesmo bloqueado?

Precisava? Claro que não!

Todo aparelho celular sai de fábrica com a capacidade de receber e enviar mensagens. Existem outros muitos aplicativos como o Whatsapp e mais, algo extraordinário que foi esquecido naquele meio dia; o aparelho de celular faz ligações. Isso mesmo, você digita o número de outra pessoa, clica no botão verde e espera, daí a outra pessoa atende e tcharam, vocês podem conversar.

“Ah não, usar os serviços de sms e ligação é muito caro, acaba com o meu bônus”.

Essa é só mais uma das inúmeras desculpas ridículas que tentam usar para não reconhecer que são dependentes.

“Eu só uso o Facebook por causa do trabalho.”
“É pra manter contato com quem mora longe.”
“Dá pra mostrar as fotos do meu cachorro pra minha tia lá do Sul.”

E mais um monte de blá blá blá que serve como “motivo” mesmo quando tudo se resume a escolha de estar envolvido no que todo mundo se envolve.

A grande maioria do conteúdo compartilhado é pura demagogia, falsidade, intriga, mentira ou alguma invenção oportunista que se alimenta de likes.

Tem gente que fica deprimido se não recebe likes!

Daí, num resultado óbvio, já que aí dentro da sua cabeça existe um cérebro que cedo ou tarde fica saturado de tanto lixo, você decide nobremente se afastar.

Uma iniciativa que só vai ser boa pra você. É certo que muita gente vai “sentir a sua falta”, mas o que se ouve na maioria das vezes? Gente concordando com o afastamento.

Particularmente, acho o Facebook um freio mental. Tudo que se encontra ali é resposta e comportamento pronto. Coisas pra seguir e se espelhar. E numa sociedade onde o pensamento já está em extinção, quanto mais Facebook, menos desenvolvimento.

Claro que essa é minha opinião pessoal. E cada um faz o que acha melhor. Mas depois de ficar cansado daquela palhaçada, não tente ser uma vítima.

Ninguém te obrigou a abrir uma conta, nem a manter essa conta. Se você ficou foi pelo mesmo motivo que saiu: escolha.

E na boa, você não está ganhando nada além de tempo pra correr atrás. Ou você acha que todo esse tempo apaixonado pela timeline não te privou de muita coisa?!

Sabe todos esses novos “princípios e conceitos” que você tomou pra si nos últimos anos e que parecem ser o pensamento e a postura do futuro?

Tudo inútil!

O mundo virtual acontece dentro do mundo real, não o contrário. E agora que você saiu, você vai aprender isso!

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