A tal da sorte.

A sorte é como uma bola de tênis caindo por uma longa escada com um tipo sacana de ironia que impede grandes saltos, o que faz a bola cair degrau por degrau, sem pressa só pra torturar o infeliz que degusta o gosto azedo do azar.

Cada degrau é uma possibilidade negativa que vence todas as probabilidades de sucesso.

As coisas acontecem do jeito errado em sequência e não tem pensamento positivo que resolva. Os pensamentos, na verdade, se afogam no estresse que age como ácido dentro do crânio de quem está se fodendo o tempo todo como se já não bastasse a coleção de frustrações. Ah não, só se ferrar é pouco, tem que ser sofrido também!

Perde-se tempo e energia, perde-se a paciência e o interesse, tudo que se ganha são os tapas na cara que nem servem para incentivar novas tentativas. É irritante, desgastante e injusto. A sorte deveria estar sempre do lado de quem se esforça, se empenha, não tem preguiça… Mas a sorte, essa vadia ingrata, prefere ficar do lado de quem não vale nem o ar que respira.

Sorte da sorte que ela não é uma pessoa pra eu ir atrás e dar uma surra.

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