Aha; bingo!
Este poderia texto poderia ser uma nota muito eficiente em qualquer livro de qualquer sociólogo que tivesse interesse em tratar do assunto.
A grande questão é que uma grande ideia com causas justas pode se perder por completo por consequência do movimento.
E isso acontece justamente pelo acréscimo de pontos desnecessários à ideia, que percorrem pela causa como uma resposta que reflete qualquer coisa, menos o original.
Como eu já falei muito sobre o feminismo, vou usar o ponto que a Aline Silva citou; as manifestações contra o aumento das passagens.
O movimento que permeia tais manifestações é respaldado numa característica natural do brasileiro que por si só jamais permitirá que a ideia (absolutamente incoerente) seja mencionada com causas (pobres) favoráveis à mudança; banalização.
O brasileiro banaliza tudo!
Um pouco por sermos um povo muito jovem na história social/global, e, o restante por sermos considerados e adotarmos a ideia de que somos um povo “alegre” por natureza.
Dizer o que somos alegres é um elogio social que nos motiva. Logo, sempre que houver um acúmulo de pessoas, o resultado será sempre uma festa.
Se uma manifestação popular, que deveria por definição ser uma postura da sociedade contra alguma conduta do estado se torna uma festa, a ideia por trás da manifestação se perde já que o movimento banaliza a causa que por sua vez deturpa a ideia.
No entanto, o fato de que nenhuma manifestação popular brasileira receba a resposta que deseja, não é um reflexo somente desta banalização de potenciais necessidades. O que destrói qualquer possibilidade de mudança é justamente a falta de ideias legítimas!
A ignorância sócio-politica do brasileiro impede que ideias sejam elaboradas como deveriam e no lugar surgem pensamentos construídos/elaborados para serem uma contrariedade respaldada apenas pela insatisfação não definida pelo que é melhor para a sociedade e sim pelo que é mais cômodo.
Uma ideia legítima SURGE como resposta à uma necessidade. Já uma falsa ideia (pensamento) é CRIADA como justificativa imediatista (sem análise e estudo de repercussão).
Ou seja; no lugar da necessidade surge o apego a facilidade. Esse interesse pelo fácil acumula pessoas e o protesto vira festa. Por fim, a falta de seriedade + a falta de estrutura x a banalização = nada.