Compartilho do seu ponto de vista Wendell Fernandes.
Já pensei muito sobre isso e me espanta essa nova postura social em relação à arte.
Outro dia escrevi sobre arte e filosofia justamente por considerar que nosso novo modo de vida, cada vez mais artificial, tem nos limitado enormemente no que diz respeito a nossa sensibilidade. Por mais que eu entenda que o mundo de hoje nos sugestiona a uma vida mais “exata”, não compreendo muito bem como a inibição do lado emocional e expressivo pode de fato nos permitir a evolução do ser. Não penso que basta o desenvolvimento que somos cada vez mais interessados em perseguir. Afinal, é na expressão do que sentimos que podemos dizer quem somos como humanos. O mundo não é feito de máquinas e objetos… mas se continuarmos nessa levada, não duvido que em breve seremos plásticos irreversíveis.