Esse novo “Feminismo”.

Ou o que quer que seja esse movimento.

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NOTA: Para os(as) tolos(as) e oportunistas que não sabem o significado do termo “opinião”, recomendo que não leiam o texto abaixo.

Por ser um dos assuntos mais falados e discutidos dos últimos tempos, creio que é desnecessário dizer o que é o feminismo. No entanto, é extremamente recomendado que aqueles instruídos apenas pelo que ouviram. ou assistiram na mídia sobre o assunto, dediquem alguns minutos para fazer uma pesquisa e entender a real natureza do movimento feminista.

Já que este é um texto de opinião, não pretendo escrever como muitos outros textos com o mesmo tema. Não é do meu interesse confrontar ou elucidar quem quer que seja. Por esta razão, não vou adicionar links de referência a cada parágrafo numa tentativa desesperada de conquistar credibilidade. Minha opinião, minhas palavras.


Até onde eu sei, o feminismo surgiu num momento em que a desigualdade entre os gêneros dentro da sociedade era um tremendo absurdo, até desumano. Imagino que no início tudo tinha um ar de revolta, mas penso que a postura adotada pelas feministas era uma resposta profundamente necessária.

O objetivo do movimento era mais do que justo, era fundamental. Homens e mulheres jamais deveriam ser tratados e considerandos de modos diferentes e a igualdade entre os gêneros dentro da sociedade, era naquele momento a porção de justiça social que faltava para o equilíbrio da sociedade em si. Era um movimento lindo!

Hoje, no entanto, o movimento que tem usado o título “Feminismo” é outra coisa.

Não se trata mais de uma tentativa de conquistar e garantir a igualdade entre os gêneros, o feminismo de hoje é uma luta feminina contra os homens!

(Intervalo para críticas)

Vejamos; outro dia, li aqui mesmo no Medium, o texto de uma escritora talentosa na escolha e na ordem das palavras. No texto ela fazia um relato e eu achei interessante. Tanto que me atrevi fazer um comentário. Alguns dias depois ela respondeu, toda afetada, como se eu tivesse dito absurdos dentro do que eu considerei um elogio.

A revolta dela não foi pelo o que eu comentei, mas pelo fato de eu ser homem. O texto dela era só para mulheres. Algo que eu só pude saber lendo a resposta. E a resposta me disse mais coisas. Ficou claro que trata-se de uma pessoa que escreve bem, mas que não interpreta o que lê e sim o que quer ler. Ficou claro também que trata-se de uma feminista machista; o que na minha opinião é uma das coisas mais ridículas que existe, já que funde dois tipos de preconceitos absurdos.

Um tempo mais atrás, li num muro a seguinte frase: “O heterossexualismo é um regime político. Lésbicas revoltadas contra a classe dos homens”.

E há anos, vejo uma infinidade de textos, depoimentos e citações tratando do assédio sofrido pelas mulheres. Vejo adesivos colados nos postes, faixas nas ruas, manifestações, páginas nas redes sociais…

Tudo poderia ser material a favor do movimento feminista, claro. Mas não é.

Primeiro; nenhuma igualdade jamais será conquistada enquanto um gênero lesar ou tentar afetar o outro. Que tipo de igualdade é essa que desejam extrair com agressões morais e sociais? O que uma vítima de preconceito ganha se tornando preconceituosa? Nada!

Segundo; uma mulher não precisa ser lésbica ou bissexual para ser feminista. Não faz o menor sentido dizer “eu não preciso de homem” para lutar pela igualdade.

Recentemente, uma das novas feministas mais petulantes desse novo movimento (uma que adorava protestar com os seios de fora) ficou grávida. E o que ela fez?

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Hipocrisia dela? Claro. Mas o histórico dessa mulher é repleto de participações em movimentos de diferentes tipos. Ela se dedica, se aprofunda, faz e acontece até que algo muda ou ela se dá conta da realidade. Não é só hipocrisia, é imaturidade também!

É justamente maturidade que falta nesse novo movimento que usurpa o nome “Feminismo”. E quando a maturidade chega, o preço é a vergonha que exige mudanças!

Falta também informação, vale ressaltar.

Deixando de lado a insistência em denegrir o homem, o feminismo de hoje é um movimento absolutamente oportunista. Igualdade não se resume apenas aos direitos, e quanto aos deveres e obrigações? Eu nunca vi nenhuma manifestação a favor do alistamento militar feminino obrigatório!

((Mais uma pausa pra dizer que “todo machista diz isso”.)

Eu não sou machista. Fui criado para distinguir uma pessoa por quem ela é e não pelo que ela é! Não tenho nenhum tipo de preconceito. Não me importa cor, religião, tamanho, orientação sexual… Nada disso. O que me importa é a atitude e a postura. E é por pensar assim que entendo a igualdade como “algo” muito mais amplo do que só “direitos” iguais.).

Ainda no contexto dos velhos discursos, qual é a citação mais frequente de uma feminista? O assédio. Mas quem foi que disse que só mulher é assediada?

Eu mesmo já tive de sair de alguns lugares públicos por conta do assédio. E não sou o único.

O comentário a seguir é desnecessário, mas vou fazê-lo assim mesmo: uma mulher na rua ouve o comentário de um homem feio; assédio. O comentário de um homem bonito; cantada.

Um homem na rua ouve o comentário de uma mulher; cantada. O comentário de um gay; (?)

É assédio? E o que se pode fazer? Afinal, qualquer atitude pode ser considerada homofobia!

E aí você quer me dizer que ser chamada de “gostosa” acaba com o seu dia?!

E nem vem com aquele papinho preconceituoso de que homem não se incomoda. É incômodo sim.

Se uma mulher passa na porta de um bar e falam alguma coisa, ela se sente um pedaço de carne. É terrível, eu concordo. Mas e quanto a entrar num banheiro e não conseguir urinar por conta dos olhares descarados de quem está lá dentro há horas?

Ah sim, em quase todo banheiro público de grande movimentação existem gays de “prontidão”. Ficam lá, parados sem urinar, ficam disfarçando no celular, lavam as mãos 100 vezes, entram e saem… É patético!

Agora me diz, quantos casos de assédio de mulheres contra mulheres existem registrados?

Provavelmente a mesma quantidade de casos de homem contra homem!

Como você reagiria ao saber que um homem fez queixa contra um gay por assédio?

Como você reagiria se estivesse presente no momento em que uma mulher se aproveita do acúmulo de e segura o pênis de um homem? Se esse homem diz alguma coisa e a mulher nega, em quem você acredita?


Voltando ao pensamento da igualdade de direitos e deveres e deixando de lado o alistamento militar, vejamos a educação no comportamento.

Lá no século XIX, junto com todo machismo e surgimento do feminismo, havia o cavalheirismo. Era um padrão de comportamento que diante de todos os conceitos do feminismo de hoje, era um conjunto de condutas de desigualdade, afinal, o cavalheirismo colocava a mulher como um ser indefeso que dependia dos cuidados e atenção do homem. Como as mulheres daquele época reagiam ao cavalheirismo?

Com o tempo, os avanços do movimento feminista transformaram o cavalheirismo em cordialidade. O homem não precisava se comportar como se a mulher fosse um “vaso frágil”, logo, alguns comportamentos foram abandonados.

Um pouco mais tarde, quando o feminismo teve um intervalo e perdeu forças em virtude do comodismo, a cordialidade foi reduzida para apenas educação comportamental. O homem já não era “obrigado” a descer e abrir a porta do carro.

Hoje, cavalheirismo/cordialidade/educação comportamental são condutas que se consideradas pelo teor do novo feminismo, passam a ser comportamentos de desigualdade. Até um elogio pode ser abuso!

Ladies first? Por quê?

Uma mulher é perfeitamente capaz de enfrentar uma fila, carregar uma caixa, ficar de pé no ônibus, afundar num navio, ir à guerra… Não é?

Logo, qualquer atitude masculina que, mesmo por educação, coloque a mulher em vantagem, é uma demonstração de machismo. Isso, e eu reforço, se o teor do feminismo de hoje for levado em conta.

Claro, a educação de comportamento não é uma regra. Educação não depende de gênero.

Vejamos alguns pontos relacionados então à sociedade: aposentadoria; por que existe diferença de idade para aposentadoria entre homens e mulheres? O homem é dez anos mais resistente e capaz? Existe manifestação feminista para mudar isso?

Assento preferencial; a lei federal n* 10.048/00 diz, mesmo depois das alterações de 2003 e 2015, que o assento é preferencial para (também) PESSOAS acompanhadas por crianças de colo”. No entanto, durante 15 anos, os adesivos de identificação dos assentos prioritários diziam MULHERES com criança de colo”. Ou seja, um pai com seu filho não tem direito ao assento?!

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“Ah, isso é hipocrisia”, talvez você diga por saber que o assento seria cedido para o pai. Verdade, mas se por eu ter um pênis e sair de casa sem uma camiseta escrito “eu respeito as mulheres” serei considerado machista por natureza, a igualdade também está na confirmação.

Lei Maria da Penha e Delegacia da Mulher; existe lei ou delegacia para tratar exclusivamente das agressões aos homens? Violência é violência, não importa o gênero. A existência destes dois “escudos” não privilegia a mulher? O privilégio nesse teor não é um preconceito?

(Pausa pra você pensar que tudo isso é muito ridículo)

É sim, tudo muito ridículo. Seria desnecessário e provavelmente será visto como um absurdo super machista.

Mas veja bem, meu ponto/opinião é que nossa sociedade está uma vergonha de ponta a ponta. Tudo é feito com o mínimo de empenho e discernimento. O oportunismo age como um câncer, consumindo a decência de todo mundo.

A falta de conteúdo pessoal nunca foi tão evidente e quanto mais ignorante o indivíduo, mais suscetível à manipulação de ideias ele está.

Você acha mesmo que a mídia está interessada na igualdade? Acha mesmo que um casal gay numa novela é sinônimo de conquista de direitos? Pra você pode ser, mas pra mídia não é. A sexualidade se tornou um produto muito mais valioso do que o pornográfico. O padrão de informações oferecidas com o objetivo de colocar a mulher como vítima absoluta, não só influencia quem está despreparado, como também deveria ser uma demonstração de preconceito. Quantas notícias de realização feminina você vê num jornal? Compare com a quantidade de informação negativa. Essa diferença é porquê só existem agressões à serem informadas? Claro que não. Todos os dias mulheres fazem coisas incríveis pelo mundo, mas o drama é um produto de venda fácil para a mídia, além de ser um combustível para o tumulto que gera mais notícias. E se você tiver clareza para entender isso, verá que a mídia usa o novo feminismo como fonte de informação rentável ao passo que a nova feminista pensa estar recebendo a atenção merecida/desejada.

Outro dia li no site de uma revista bem classificada no Brasil, uma matéria minúscula sobre o resultado de uma pesquisa que afirma que todas as mulheres são bissexuais ou lésbicas. Qual o critério da pesquisa? Mostrar videos eróticos. Qual o controle da pesquisa? Se houver dilatação da pupila, a mulher é bissexual ou lésbica. Quantas mulheres participaram da pesquisa que generalizou toda classe feminina? 235.

Aí, a feminista fanática acha o resultado da pesquisa uma conquista, mas por um critério vs. controle tão ridículo, com apenas 235 participantes, que tipo de credibilidade pode haver? Comemorar algo assim demonstra falta de entendimento e desespero pela causa!


É de muita ignorância pensar que a igualdade surge quando uma classe menospreza outra.

Num movimento, assim como nos protestos e manifestações, as críticas e os apontamentos servem como argumento para a nulidade de algo que causa contrariedade. Ou seja, todas as ações são para extirpar algo “incômodo”.

Se o objetivo do feminismo é garantir a igualdade entre os gêneros, permitindo assim que a mulher não seja subjugada, as ações do movimento deveriam ser voltadas para a confirmação das capacidades femininas que por direito devem ser respeitadas.

Igualdade é respeito e respeito se conquista!

Não foram só os homens que moldaram a sociedade. E se um fragmento “escolhido” de um pensamento apresentado numa prova nacional é seu único ponto de referência, talvez você não compreenda isso, mas antes do nascimento do feminismo haviam mulheres e essas mulheres fizeram parte dos moldes que formularam a sociedade. É até bem pouco tempo (hoje apenas em locais com menor influência de comportamento) as mães criavam seus filhos sob conceitos machistas.

⁃ quarto de menino é azul

⁃ menino brinca de jogar bola

⁃ para de chorar, você já é um homenzinho

⁃ menino brinca com outros meninos

E todo aquele monte de coisas que todo mundo sabe.

Aqueles meninos foram criados de um jeito, cresceram do mesmo jeito e se tornaram machistas. É uma doença? É uma característica do gênero? Ou é um comportamento ensinado?

A menina, por outro lado, sempre foi a princesinha da casa. Daí cresceu, viu que só veio o cavalo e nada de príncipe encantado e ficou tão frustrada que começou a culpar o irmão que parecia se divertir mais e ter mais liberdade.

Já que fomos criados dessa forma, cabe-nos culpa absoluta?

E se a sociedade não aceitou muito bem aquela menina que queria fazer as mesmas coisas que os meninos, a culpa é só dos homens? Então qual o sentido de tanta revolta contra a classe masculina?

Uma pessoa capaz, não precisa falar mal dos concorrentes para conseguir uma vaga, basta mostrar suas capacidades!

Então eu pergunto, essas mulheres que não irão descansar enquanto não receberem cartas presidenciais de valor feminino assinado por todos os homens do planeta, estão mesmo lutando por respeito?

Ontem eu vi uma menina de uns 16/17 anos sentada de vestido bem justo e perna aberta num ônibus, ela está se respeitando?

A mulher se candidata à uma vaga de dançarina de palco em programas que valorizam corpos, ela está se respeitando?

A mulher vai pra uma festa de faculdade, bebe litros, tira a roupa e beija todo mundo, ela está se respeitando?

A mulher chega em casa, tira a blusa e o sutiã, escreve “eu não mereço ser estuprada” de batom na barriga e posta uma foto no Facebook, ela está se respeitando?

Envia “nudes” como se fossem fotos de gatinhos, ela está se respeitando?

Veja bem, cada pessoa faz o que bem entender. Ninguém impede mais nada e o que sobra são comentários e fofoca. A repercussão dos atos de uma pessoa são frutos de ações que essa pessoa escolheu cometer. Cada um colhe o respeito que semeia!

Aí, se a mulher faz um monte de coisa que não agrada, a culpa é do homem?

Já parou pra pensar que toda essa energia e empenho destinados à rebaixar os homens fosse aplicada para evidenciar a mulher, o feminismo seriados forte?

Entenda o seguinte; não estou escrevendo tudo isso para ser um defensor da classe masculina, o que me fez escrever foi minha preocupação sobre os rumos que esse novo feminismo está tomando. Esta faltando muito pouco para que coisas mais sérias comecem a acontecer. Tem havido muita irresponsabilidade e falta de consciência tanto por homens quanto por mulheres e parece que ninguém está percebendo que tudo atua como um fluxo; ação e reação.

Esses conflitos sociais não favorecem qualquer desenvolvimento e se continuar assim, as coisas vão sair do controle e depois do período de caos, alguma ação severa será necessária para controlar a situação.

Você apoiaria os judeus se declarassem guerra contra os alemães por vingança? E se os negros decidissem escravizar os brancos também por vingança, você concordaria?

Você acha que justiça é vingança?

Pense nisso!