Sobre a inacreditável expansão da identidade de gênero.

Eu acho muito engraçado essa coisa de expandir a sexualidade até precisar inventar nomes para definir as escolhas sexuais de alguém.

Antes tínhamos; GLS G:Gays L: Lésbicas e S: Simpatizantes.

O que já era estranho, afinal, “gay” é uma palavra em inglês que significa “homossexual” e seu uso não é diferente entre os gêneros. Mas tudo bem, talvez dizer viados e lésbicas fosse muito “agressivo”. Então o gay é o homem que se interessa por outro homem, lésbica é a mulher que se interessa por outra mulher e simpatizante é quem não tem preconceito. Bem, era!

Agora temos; gays, lésbicas, bissexuais, transsexuais, travestis, transgêneros, pangênero… E mais uns 49 tipos de identidade de gênero, cada uma com uma particularidade. A expansão é tão grande que dificilmente existam ainda homens e mulheres.

E há quem pense que isso é sinônimo de desenvolvimento ou evolução, mas na minha opinião é só mais um tipo de preconceito, já que nomear é apontar, separar. Algo que durante muito tempo foi alvo de críticas na sociedade, mas que hoje, pode. Por exemplo, o GOY quando diz que não é GAY está se separando de uma classe de gênero, mas qual a diferença entre um goy e um gay? O goy não faz sexo anal. Ele beija, acaricia, abraça, sai junto, faz sexo oral… Tudo, menos sexo anal. Daí eu pergunto; homem que se interessa por outro homem não é gay? Sexo oral não é sexo? Homem que faz sexo com homem não é gay? Esse tipo de separação ninguém julga ser preconceito né?!

Hoje, a crítica surge quando alguém se afirma heterossexual. É quase um crime, seja por uma suposta hipocrisia ou simplesmente por ser considerado uma atitude preconceituosa. E isso é algo tão que ridículo que entra na minha lista de interrogações sobre o assunto; por que só o hetero é preconceituoso? Se eu digo que sou hetero e alguém acha ruim ou critica, o preconceituoso sou eu por ter dito e não a pessoa que criticou.

É o mesmo tipo de hipocrisia que permite o “100% black” e repudia o “100% white”.

Nós vivemos numa sociedade onde as pessoas são tão absurdamente vazias de conteúdo pessoal que se apegam por qualquer modismo patético que nem mesmo compreendem. Algumas pessoas são tão desesperadas para fazer parte de alguma coisa ou movimento que nem se preocupam em compreender a si mesmo, elas apenas se adaptam ao teor da “causa” e decidem dizer que são. Mas são o quê? Eu diria fúteis!

Centralizando entre gays e lésbicas, o que eu acho mais patético é o modo como cada classe tenta se reafirmar o tempo todo e conquistar mais adeptos.

Os gays com seu “gaydar”, que seria um tipo de radar que reconhece um gay de longe, apontam qualquer mínimo detalhe como indício de homossexualidade reprimida. Já as lésbicas insistem que toda mulher é lésbica por natureza e que um homem jamais poderá causar tanto prazer a uma mulher quanto outra mulher.

São tantas iniciativas de afirmação que deixa quase tudo parecendo um tipo de medo que ninguém quer declarar.

Penso que existem dois tipos de homossexual; aquele que se interessa por pessoas do mesmo sexo e aquele que queria ser do sexo oposto.

Um homem ou uma mulher homossexual continua sendo homem ou mulher. Não mudam o modo como se vestem, falam, andam… Apenas se relacionam com pessoas do mesmo sexo.

Ao mesmo tempo existe aquele homem que queria ser uma mulher e se veste de um modo mais feminino, fala com voz manhosa, reclama da unha lascada, grita por causa de tudo. E aquela mulher que amordaça os seios, raspa o cabelo, coça o saco que não tem. Essas pessoas se julgam gay e lésbica, mas se relacionam com pessoas do mesmo sexo apenas para se reafirmarem. Na verdade, relacionar-se com pessoas do mesmo sexo é só um modo de se sentirem o que não são por natureza.

Houve um tempo em que eu quase me tornei um preconceituoso. Sempre que eu ia num banheiro de shopping e tinha aquele monte de marmanjo se pegando ou esperando alguém pra ficar olhando, minha vontade era de quebrar a cabeça de um no mictório. Mas isso seria considerado crime de homofobia, pois não existe assédio realizado por gays.

A mesma coisa acontecia quando eu via uma lésbica afetada querendo arrumar briga com homem e depois chamava a polícia reclamando Maria da Penha.

Mas aí eu comecei a perceber que tudo não passa de uma vibe efêmera como quase tudo nesse nosso país. As pessoas não são constantes em suas escolhas e opiniões, estão sempre apaixonadas por alguma novidade que acontece e depois some como se nem tivesse ocorrido. E o que é pior; são capazes de defender com unhas e dentes uma certeza original que não existe!

Daí eu passei a sentir pena dessas pessoas.

Se fosse uma coisa natural, eu respeitaria, mas já que é simplesmente por escolha, eu tenho meu direito próprio de discordar.

Na verdade, eu não apenas discordo como também lamento. Acho lamentável ver crianças de 13 anos definindo suas sexualidades por modismo. Acho lamentável ver jovens desperdiçando sua saúde por uma pitada de prazer. Acho lamentável ver pessoas maduras agindo como adolescentes drogados. E acho lamentável a falta de responsabilidade geral que tem tornado tudo tão banal que provavelmente não haverá retorno construtivo.

Há um ano todo mundo era bissexual, as coisas já estão bem diferentes hoje, como será daqui mais um ano?

Será mesmo que ninguém mais percebe que essa orgia trará consequências pesadas? Será que é real essa expansão de identidade de gênero que partindo de homem e mulher deu origem a mais de 50 novos “tipos” de sexualidade?

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