Jay Alves
Jay Alves
Sep 7, 2018 · 2 min read

“Eu fui entregar currículo, mas em vez do curso, me perguntaram quem era meu pai!”


O Brasil é um país onde atualmente se preservam alguns costumes antigos, mesmo que em meio a tantas mudanças sociais.

Uma prova disso é a cidade em que meus pais moram atualmente, Santa Cruz do Rio Pardo, interior de São Paulo, e cidade em que irei morar num futuro próximo.

Por esse motivo, minha esposa e eu resolvemos fazer uns testes rápidos, resolvemos ver o mercado de trabalho por aqui, e para quem não está acostumado com costumes antigos, assim como nós, provavelmente irá se surpreender também.

Um dos costumes do local é perguntar quem são seus pais, algo que nos lembra muito a época em que famílias tinham sobrenomes como verdadeiras organizações. Isso vale em todos os lugares, mercado, padaria, como comprador ou vendedor.

Esse costume vale tanto para novos relacionamentos interpessoais quanto em relacionamentos profissionais.

Em uma visita à uma empresa, o gestor perguntou quem era os pais da minha esposa, antes mesmo de visualizar o currículo. (E mesmo depois de visualizar não deu muita importância)

Outro costume do lado profissional, é o fato de as empresas pedirem telefones das empresas a qual você trabalhou anteriormente para buscar referências com seus ex patrões.

Podemos observar claramente que mesmo com grandes empresas e tecnologias, as pessoas continuam fechadas em seu comportamento.

Vivendo isso na pele, a gente pode afirmar que é uma coisa bem louca! É impossível, por exemplo, imaginar isso na capital, onde não temos tempo sequer de pensar na vaga direito.

Por outro lado, sabemos que esses costumes antigos é uma busca por confiança que mantém muitas vezes uma determinada região organizada, mesmo que não se considere essa porta fechada como algo positivo.

Para mim, que atuo diretamente com gestão de pessoas e desenvolvimento, achei isso quase inaceitável, perguntando-me: “Como pode o nome do meu pai valer mais do que meu conhecimento?”

Mas não podemos considerar isso um costume exclusivo, pois nosso mercado de trabalho, onde quer que seja, está sempre bem acompanhado de indicações.

Bom, nos cabe apenas respeitar os costumes, pois a única coisa que devemos ter em todos os locais, independentemente da sua cultura, é educação, cordialidade, respeito e humildade.

Porém, cá entre nós, já podemos evoluir, não é mesmo? rs

    Jay Alves

    Written by

    Jay Alves

    Fotógrafo, Team Leader, Analista de T&D, Consultor, Personal & Professional Coaching e Microempreendedor.