Um neanderthal moderno

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Sep 9, 2016 · 2 min read
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O Leo Chebly brinca comigo que, com tanto tempo de mercado, eu não deveria falar minha idade pras pessoas.

Correndo o risco de perder o emprego por desobediência civil, tenho praticamente 45 anos e, com quase 23 anos de formado, vi o mercado publicitário passar por mudanças pequenas, mas importantes, e por grandes grandes revoluções.

Formei em dezembro de 1993, mas meu primeiro estágio foi em agosto de 1990. Quando passei no vestibular ganhei dos meus pais uma máquina de escrever portátil e, de lá pra cá, vivi diversos processos que eram praticamente impossíveis de se imaginar quando escolhi fazer o vestibular para Comunicação Social / Publicidade.

- Quando formei, a UFMG ainda tinha pranchetas no laboratório de direção de arte.

- Eu estava lá quando a SMPB comprou seu primeiro mac.

- Eu convivi com redatores e diretores de arte extraordinários que sucumbiram às mudanças de linguagem, veículos e à informatização do mundo.

- Eu assisti à extinção de uma categoria professional inteira com o fim da arte-final tradicional.

- Eu vi as duas maiores agências de Minas Gerais desaparecerem no ar de um dia para o outro.

- Eu quebrei o pau com muito dono de agência que achava que internet era só moda e vi os caras sumirem logo depois. Vi também alguns que perceberam a magnitude da coisa e que se ajustaram da melhor maneira possível.

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Resumindo, eu aprendi que não existe cadeira cativa na propaganda. Que se adaptar, estudar, aprender coisas novas não é um capricho ou um luxo, é a base pra fazer um bom trabalho sempre.

Só para dar uma ideia, fiz minha pós em Gestão de Negócios, Mercados e Projetos Interativos em 2011, mas já vinha desenvolvendo tumblrs, blogs e perfis no Facebook muito antes disso, lá por 2005, quando ainda trabalhava em agências essencialmente off.

Se amanhã tudo mudar de novo, estarei aqui, pronto pra começar do zero e aprender novamente. Vou fazer como sempre fiz e procurar estar perto de quem sabe mais que eu e contribuir com o talento, o conhecimento e a experiência que eu possa ter.

A verdade é que o mercado publicitário é dinâmico, é imprevisível e é extremamente cruel com quem se acomoda. E se for pra você se ferrar quando for um publicitário (relativamente) velho como eu, que não seja por comodismo. Tudo menos isso.

Porque se não dá pra ser jovem pra sempre, certamente dá pra ser interessado, curioso e com vontade de melhorar o tempo todo.

Maurilo Andreas, Diretor de Criação na Founders.

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