Outro sonho bizarro

Um sonho de tão bizarro e desconexo às vezes pode ficar marcado no subconsciente.

De tão estranho e desconexo que é, um sonho pode ficar marcado no subconsciente do indivíduo? Este sonho pode provar que sim.

Seja novamente bem-vindo ao meu espaço nesta rede social chamada Medium, rede social esta que considero um complemento ao Twitter me permitindo escrever em mais de 140 caracteres. O assunto de hoje é tão somente um sonho estranho, bem aleatório que tive uns dias atrás. Chega de enrolação e vamos ao que interessa.

Fonte: biblioaecidmadrid.wordpress.com.

Aparentemente era uma cidade europeia que em determinados lugares preservava um certo aspecto medieval: ruas estreitas de paralelepípedo, fachadas de casas seculares preservadas e conservadas (tal qual as da imagem acima) que contrastavam com determinados prédios modernos. Eu lembro que eu era aluno de alguma universidade local e alguns amigos meus dos tempos de ensino médio também estavam por lá. Estávamos fazendo um passeio guiado pela cidade.

Em determinado momento, me desgarrei do grupo e reparei em um imenso portão trancado com cadeado. Margeando o portão, uma enorme cerca de arame, a partir da qual podia-se ver uma parte da cidade ainda mais medieval e mais pobre do que onde eu estava. Que lugar seria? E por que estava cercada? Eu me pus a observar curioso em busca de respostas. Seria uma cidade fantasma? Eis que duas crianças se juntam a mim e, após mexermos no portão, descobrimos que ele estava aberto. Entramos na parte abandonada da cidade.

Tudo deserto. Era como se algo tivesse acontecido e todos os moradores daquela parte da cidade tivessem fugido pro outro lado. Ao entrarmos em uma casa, encontramos uma espécie de laboratório medieval com diversos tubos de ensaio e vasilhas. Eis que eu vemos uma ave. Mas uma ave estranha. Parecia um quiuí/kiwi misturado com o pokémon Farfecht’d (olhe a imagem abaixo e tente imaginar), com o pescoço verde e a cara preta.

Mistura os dois que tu chega a um resultado aproximado da ave do meu sonho

Tal qual o kiwi, era uma ave rasteira. Estava sendo perseguida por um tipo de cientista louco que queria os ovos e os filhotes para algum propósito. Eu e as crianças embarcamos numa aventura, provocamos muita confusão e derrotamos o maluco (como eu não sei/não lembro, rolou um corte até o final). Terminado o combate, a região voltou a ser habitada. Eis que fui até uma banca de jornal nos arredores e comecei a ver que coisas eu poderia comprar. Estava anoitecendo e chovia. Me deparei com diversos livros sobre religião e entidades divinas, como Jesus Cristo e Buda. Peguei dois livros e, quando ia comprá-los, para minha surpresa, o jornaleiro em questão era um apontador de jogo do bicho que tem no distrito vizinho aqui da minha cidade. Fiquei surpreso e fiquei trocando umas ideias com ele, mas não ouvi nada do que conversamos.

Peguei minha trouxa e voltei para a universidade. Ou para o que deveria ser a universidade. Estranhamente, eu era professor. Estava dando aula no que se assemelhava a uma escola com mais de 200 anos de existência. Um dos alunos me enchia a paciência com vigor, e eu o levei à secretaria. Depois disso, aborrecido, fui para a sala dos professores para tentar colocar a cabeça no lugar. Eis que a secretária (ou uma professora colega minha) muito bonita junto de outro professor chegam na sala. Não lembro ao certo como começou, mas só sei que quando dei por mim, estávamos nós três fazendo uma homenagem a Troia, a.k.a ménage a trois. Ele já havia se dado por satisfeito e deixou a sala, ao passo que continuamos a safadeza por mais algum tempo.

Passada a safadeza no ambiente de trabalho, eis que recebemos na sala a família do menino que eu havia levado à secretaria e, certamente, deve ter levado pra casa um bilhete aos pais pedindo a presença deles no dia seguinte. Lembro de ter explicado a situação e a mãe estava com a cabeça cabisbaixa, olhar triste. Pouco tempo depois, o pai chega na sala, com raiva e dizendo que a situação não ficaria daquele jeito. A esposa olha nos olhos dele e diz: “tu tá pronto pra saber a verdade?”. Parecia uma cena de final de capítulo de novela. Até eu fiquei curioso pra saber que verdade era aquela, mas infelizmente rolou mais um corte. E nesse corte foi onde se sucedeu a mais estranha sequência de acontecimentos, pois: voltei no tempo.

Talvez essa seja a única explicação possível para a minha volta no tempo.

Entre 2003 e 2005, provavelmente. Estava na fila da merenda do colégio onde cursei o ginasial do ensino fundamental. Tudo ao meu redor eram rostos familiares, lugares e rostos desgastados. Espero chegar a minha vez e, servindo a comida, estranhamente estavam algumas das meninas da minha turma — e confesso não ter entendido por que elas estavam lá. Pego meu prato. No caminho, uma figura estranha e conhecida: uma pessoa que estudou comigo na UFF me olha, acena pra mim, me diz oi. Retribuo. Essa parte foi estranha pelo fato de: eu não conhecia essa pessoa até ter entrado na UFF e nunca estudamos juntos antes da UFF. Continuo meu caminho. Sento na mesa. Uns três garotos sentam do meu lado, ao passo que algumas meninas que eram da minha turma sentam de frente pra mim. Os garotos foram embora e a pessoa da UFF senta do meu lado. Não conversamos, mas ok. Eis que repentinamente pego meu celular smartphone e… consigo uma conexão wi-fi. Vamos lembrar: entre 2003 e 2005 a tecnologia wi-fi ainda era um sonho distante da realidade brasileira. Então, como que em (provavelmente) 2003 eu teria conseguido uma conexão wi-fi, ainda mais em Itaipuaçu, quarto distrito de Maricá? E mais: como que em 2003 eu podia ter smartphone sendo que meu primeiro celular foi um horroroso Kyocera de tela verde que nem tinha jogos decentes? Mesmo com isso, consegui meu acesso. Eis que pra minha surpresa: minha cunhada me manda uma foto da minha sobrinha Caroline bebê. Para vocês entenderem como isso é estranho: Carol só nasceu em 2006. Então como eu recebi uma foto dela bebê em 2003–04–05? Fiquei surpreso. Sem entender direito o que acontecia e… acordei.

O que esse sonho significou? O que toda essa aventura psicodélica do meu subconsciente tinha a dizer pra eu melhorar minha conduta no meu dia a dia? Não sei. Se você for perito em psicanálise, sabe interpretar sonhos com maestria, por favor, me diga. No mais, obrigado por ter lido este texto totalmente inútil e infrutífero. Se quiser acompanhar mais algumas das minhas viagens sem nexo (porém feitas de forma consciente), chega mais e troque uma ideia comigo no Twitter. Estarei esperando para uma saudável conversa: @jvyana. Fique na paz e bom restante de semana para você!

Like what you read? Give Jean Viana a round of applause.

From a quick cheer to a standing ovation, clap to show how much you enjoyed this story.