Screw you, Depeche Mode!
Fernanda Santos
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Sei que já se passou quase um ano, mas gostei da forma como você, neste texto, brincou com os títulos de sucesso do Depeche Mode e de outras bandas de sucesso dos anos 80, como The Clash e Tears For Fears. Acredito que você não precise de espinhos para te proteger dessas memórias que te deixam triste às vezes. Eu mesmo tenho as minhas memórias que eu gostaria de apagar, que elas não voltassem nunca à minha mente, mas infelizmente não tem como, elas fazem parte do que eu sou, meus sucessos e meus fracassos.

E não se envergonhe de chorar às vezes por causa dessas memórias, todos temos nossos momentos de recaída, mas isso é o que nos faz humanos no final de tudo, seres complexos que nunca conhecem aos outros e nem a si mesmos. Eu acho que nós precisamos ter um equilíbrio entre nossas emoções, saber que é uma questão de tempo até essas memórias que nos trazem profunda tristeza deixem de nos afetar e a paz venha para nós (ou pelo menos um pouco dela), deixando-nos limpos, o mais limpo que já estivemos. Por vezes também odiei Depeche Mode justamente por me ver em algumas letras e isso me trazia uma profunda angústia e tristeza, mas abandonei algumas memórias no meu passado, mesmo não as esquecendo. Elas fazem parte do que eu sou (e sempre farão). E isso, feliz ou infelizmente, ninguém vai tirar de mim.

Posso ter dito algo que acrescentou ao texto, ou posso não ter dito nada, mas o fato é que eu queria de alguma forma comentar apenas para mostrar que eu li e que você não está sozinha no assunto se deixar levar por memórias e sensações indesejadas ao ouvir uma música. Espero que hoje, quase um ano depois, possa ter perdoado David, Martin e Fletch por isso. Um abraço grande :)

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