Um sonho bizarro

Olá, seja bem-vindo(a). Hoje a minha motivação para escrever aqui é bem diferente do que fazer uma reflexão sobre a minha vida e os rumos que eu tenho dado a ela. Esta foi uma semana tensa pra mim, passei mal quase todos os dias, cheguei até a pensar que estava com dengue, mas no fim das contas, descobri que foi mais um daqueles casos recorrentes de insolação em minha vida visto o calor infernal que tem feito no Rio de Janeiro neste mês de janeiro. No meio desse caos de dor de cabeça, dor nas juntas, febre, tosse, coriza etc. tive uns devaneios pontuais, um dos quais se traduziu na forma de sonho. Pois bem, o que vou relatar hoje tão somente é uma aventura criada pelo meu subconsciente e que se fosse virar filme e fosse dirigido por Michael Bay e Quentin Tarantino, seria um filme aclamado pela juventude pseudo-cinéfila. Vamos lá.

Era uma paisagem que me remetia às montanhas da América do Norte. Muita neve. Numa estação qualquer de esqui, estava eu, uns amigos e algumas pessoas que eu nunca tinha visto e achava que eles eram minha família. Todos esquiando felizes, rindo, se divertindo. Até o momento em que surgem uns três ou cinco caras com uniforme preto de esqui e organizam uma verdadeira chacina com as pessoas que estavam lá. Menos eu. Peguei um par de esquis qualquer e saí esquiando montanha abaixo com um único propósito: fugir. Não tinha como salvar as pessoas que ficaram para trás. A cena é cortada para um novo inverno.

Não era bem essa a paisagem do meu sonho, mas fica aí pra ilustrar o cenário

Estava em outra estação de esqui e, provavelmente, bem distante de onde aconteceram os assassinatos. Parecia que eu era um dos funcionários da estação e, por isso, responsável pela segurança das pessoas, principalmente das crianças. Estava ajudando uma menina loira de aparentemente uns oito anos a esquiar quando avisto dois homens que eu não me recordo de pertencerem ao grupo (mas usando uniforme branco), dos quais, o que estava na frente vinha descendo em direção a essa menina. Aquele episódio terrível volta à minha mente. Subitamente pego impulso, corro até a menina e quando vejo que ia chegar primeiro que o cara, passei por ela e fui em direção a ele. Pulei do esqui e dei uma voadora no peito dele. O outro que estava vindo logo atrás, ficou sem ação. O atingido se debruçava de dor. Gritei palavras de ordem e tirei os óculos de proteção de um deles. Infelizmente meu subconsciente não é capaz de produzir rostos em sonhos, portanto, não lembro a fisionomia do indivíduo. Ele disse que eles estavam em outra estação e se perderam esquiando. Pedi desculpas e o levei pra dentro da estação para que pudesse se recuperar, mas não acreditei cegamente pois o jeito de esquiar deles era idêntico ao dos malfeitores do começo do sonho.

Cuidei do acidentado e, ao terminar, dei a eles as coordenadas de como chegar na estação onde estavam hospedados. Depois disso, devo ter compartilhado meus traumas com uma menina morena de cabelos cacheados que estava me dando condição, pois depois ela viraria parte fundamental do desfecho do sonho. Pois bem, eis que na cena seguinte, minha suspeita se confirmou e eles voltaram, dessa vez trazendo o bando todo. Mataram quase todo mundo e, como eu era o mocinho do sonho, consegui escapar com a morena de cabelos cacheados e menininha loira. Como eu havia visto o rosto de dois deles, eu deveria ser o alvo principal.

Desci até o pé da montanha com as duas e rumamos para a cidade, onde deixei a menina mais nova em algum abrigo e a morena e eu seguimos nossos caminhos. Porém, o esqui deixou rastros e eles assim sabiam que tínhamos ido para a cidade. Não estavam longe de nós. Fomos encontrados por eles em um pequeno shopping da cidade e começou uma perseguição maluca que só acabou quando a morena e eu esbarramos com ninguém mais ninguém menos que: Guilherme Briggs. Esse nome pode não lhe dizer nada, mas esse homem é o dono da voz do Buzz Lightyear, Freakazoid, Super Homem e outros tantos personagens que você se amarrava na sua infância. Além disso, o Briggs também tem um canal no YouTube em que ele faz um verdadeiro Teatro de Bonecos (você pode conferir o fantástico mundo dele e dos bonecos dele aqui: http://bit.ly/2jcvLqZ) e cria esquetes com os bonecos, pelúcias e fantoches que ele tem (e/ou recebe dos admiradores e amigos).
Pois então, ele era o vilão de toda essa história. Na verdade não ele, mas sim um de seus fantoches, o Lorenzo. Caso você não o conheça, eis aqui uma amostra do quão gente fina é o Lorenzo (e por que é tão bizarro acreditar que esse fantoche conseguiria comandar um bando de malfeitores):

Você consegue imaginar esse fantoche sendo chefe do crime organizado?

Eu confesso a vocês que não imaginava que um fantoche poderia ganhar vida própria desde o clipe de Ass Like That, do Eminem:

Pois bem, Briggs, “possuído” pelo Lorenzo, tentou nos capturar, mas conseguimos fugir dele, ao passo em que os capangas continuavam a nos seguir. Nós os despistamos e, quando achávamos que tínhamos encontrado uma saída pela direita, eis que o chefão do bando nos encontra. Em qualquer filme de terror normal, o vilão bate a rodo nos mocinhos pra no final ter uma morte daquelas que o cinema eterniza. Não foi o caso. Confesso que nem mesmo nas brigas do Gil da esfirra com o Galerito (do programa Canal Livre, de Manaus) eu vi um fantoche apanhar tanto quanto o Lorenzo apanhou. Não foi o Briggs que apanhou, mas sim o fantoche. Não ficamos para conferir se, depois disso, o espírito malvado de Lorenzo havia libertado Briggs ou alguma coisa do tipo, nessas horas é melhor fugir, por via das dúvidas.

Depois disso, eu e a morena estávamos na praia aqui de Itaipuaçu num belo final de tarde curtindo o som do mar e pensamos: “por que que a gente não nada daqui até o final da praia, hein?” E assim fizemos. O sonho terminou com nós dois nadando nessas águas impiedosas das praias de Itaipuaçu e depois disso eu acordei. Nesse momento a primeira coisa que pensei foi “cara, era o fantoche do Briggs que eu e a garota enfiamos a porrada” e dei umas boas risadas.

Qual a mensagem ou profecia desse sonho? Não sei. Não tenho ideia. Só sei que quis compartilhar uma das viagens do meu subconsciente com vocês.
Um abraço pra vocês, até à próxima, e um bom fim de semana a todos.

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