O Deus da Paz e a justiça: como partidos e políticas manipulam você.

Algumas pessoas utilizam o escudo da “Justiça“ para promoverem assassinatos sem serem condenados pela mídia e manipular pessoas para sua causa.

Propaganda funciona melhor quando os que estão sendo manipulados possuem confiança de que estão agindo sob seu próprio livre arbítrio. — Joseph Goebbels
O Deus da Paz era muito ocupado. Ele ficava tão ocupado tocando seu trompete, que não tinha tempo para olhar o espelho.
O trompete que o Deus da Paz tocava, fazia todas as pessoas felizes.
O Deus da Paz era muito ocupado. Ele ficava tão ocupado fazendo jorrar uma água misteriosa, que não tinha tempo para olhar no espelho.
A água misteriosa criara montanhas verdes e grandes campos com jardins floridos.
O Deus da Paz era muito ocupado. Ele ficava tão ocupado nomeando pessoas, que não tinha tempo de olhar o espelho.
“Seu nome é Otto”
“Seu nome é Hans”
“Seu nome é Tomas”
“Seu nome é Johan”
Johan deu seu chapéu ao deus como gratidão.
O deus estava muito feliz. Ele colocou o chapéu e olhou-se no espelho pela primeira vez.
O que ele viu… foi um demônio.
O Demônio dentro do espelho disse: “Você sou eu e eu sou você”
“O que eu devo fazer? Ninguém pode viver feliz com esse demônio aqui! O que eu devo fazer? O que eu devo fazer??? ”
Então, o deus problemático…

Esse texto é uma história ilustrada no mangá Monster, do autor Naoki Urasawa.

Mas o que essa história tem a ver com a justiça?

Poderia ser apenas mais uma história, mas na minha singela opinião pessoal, caracteriza uma das maiores síndromes que existem na humanidade desde sempre.

A ilusão de estar se fazendo justiça e nos vermos como o Deus das escolhas corretas. Escolhas essas, que nos levam a demonização da opinião contrária e a falta de empatia com o próximo.

A síndrome do Deus da Paz está internamente ligada com a massificação da propaganda de ismos.

Como Hitler manipulou a Alemanha utilizando a síndrome do Deus da Paz

Hitler era um cara sagaz e usou do artifício mais básico e primitivo do ser humano. Emoções.

A Alemanha estava devastada na época, falida e cheia de sanções. Hitler apareceu como o Messias da salvação alemã, que tiraria o país do lixo e daria dignidade ao seu povo.

Antes de nos aprofundarmos nisso, é importante citar como o povo alemão vivia na época:

  • Sem emprego
  • Fome e miséria
  • Orgulho e ressentimento

Porquê é importante saber isso?

Esses três itens abalam o psicológico de uma pessoa. O povo alemão com tristeza, fome e miséria se perde nas entranhas do cérebro e no lugar do raciocínio, utilizam a emoção de forma pura e instintiva. Procurando causa, sentido e além.

Hitler aproveitou o lapso emocional disso e manipulou eles utilizando a estratégia do Deus da Paz para chegar ao poder.

O que as pessoas mais desejam na vida delas? Paz de espírito, uma vida digna, conforto, lar para suas famílias e sentido na vida.

Utilizando a máscara do deus da paz, o símbolo mais básico de justiça para cometer injustiças, Hitler gerou empatia entre o povo de seu país e seus soldados.

Observe essa coletânea de discursos de Hitler, com apelo ao emocional e populismo:

Utilizando um exercício de empatia, tente se colocar na mente de um povo devastado pela guerra, na miséria, fome e sem sentido na vida.

Provavelmente você sentiria um êxtase enorme e uma imensa vontade de fazer valer e atribuir todo um sentido para o sofrimento que passara, ao ver um cara desses discursar , sua mente estaria totalmente empática a de Hitler e conectada com sua ideologia diabólica travestida de angelical.

Porquê estou usando Hitler como exemplo do Deus da Paz?

Pois ele tocava seu trompete, fazia o bem (do ponto de vista dele) e massacrava diversos povos levando sua justiça pessoal para os outros, em nome do bem comum para seu povo e da bondade.

Todos os ditadores e pessoas que organizam grupos ideológicos, utilizam o viés da empatia para pregar suas idéias e manipular suas massas com o preceito de trazer a paz.

Eles não são deuses da paz. Eles são demônios.

Como grupos extremistas manipulam pessoas através da ignorância ( ou como manipular pessoas e criar um exército ideológico)

1- A criação do super vilão opressor

Primeiramente, é necessário você criar um inimigo. Não importa qual ele seja, o inimigo é o que vai fazer você unir as pessoas para sua causa.

Se seu país está devastado, culpabilize um fator externo e transforme isso em energia ideológica, exatamente como Hitler, comunistas, capitalistas e terroristas fazem (ou todo ser humano)

2 — Crie um super herói para se identificarem com a imagem

Depois que você cria o seu inimigo, é hora de você vestir a máscara do herói.

Você irá representar sua ideologia como o revolucionário anti status quo, a defesa da liberdade, dos oprimidos, dos pobres, de deuses, animais ou qualquer coisa aleatória que desperte sentimentos emocionais.

Quando você atribui que está agindo em defesa de um ideal nobre, as pessoas vão se identificar com isso e solidificar mais ainda o pensamento delas com suas idéias.

3 — Atribua sentido na vida de seus seguidores

Quando você é o super-herói e as pessoas se identificam com sua causa, estará na hora de iniciar a outra fase. Em um país devastado ou em meio ao colapso emocional, você será a vela incandescente que dará sentido para essa alma.

Os discursos populistas são ótimos para isso, pois você estreita mais o laço emocional se problematizando. O problema não importa. O importante é você implantar a idéia de “Justiça” na cabeça de seus seguidores, para eles não julgarem seus atos como diabólicos. Quando você atribui que os atos deles irão gerar o bem para o país ou grupo, eles vão se sentirem úteis.

Motivo esse que vários jovens ricos e de classe média alta de outros países estão se filiando a terroristas. (Puro tédio e uma vida sem sentido baseada no mimo)

4- Realce seus discursos alterando a realidade

Sempre que contestarem seus massacres, apele para o emocional. “Estou fazendo isso pois fui oprimido ou aquele povo ou animal tem que ser libertado”

Isso irá gerar empatia entre a massa, mesmo que não sejam adeptos de sua ideologia.

É assim que a PETA assassina mais de 30.000 animais nos Estados Unidos (https://www.petakillsanimals.com/) sem gerar apatia entre os amantes de animais.

É assim que terroristas extremistas usam crianças e mulheres como reféns, os armam, manipulam as mentes. Um exemplo de empatia e emocional em terroristas, está neste documentário feito pela Vice.

É assim que países sem direitos humanos básicos jogam ácido, queimam e arremessam mulheres e gays de prédios.

É assim que terroristas assassinam jornalistas de extrema esquerda na França e geram empatia entre a esquerda brasileira.

Afinal, se o inimigo em comum é o Imperialismo Americano, é válido usar a máscara de Deus da Paz para matar pessoas inocentes, praticar genocídio e não ser demonizado pela mídia.

E é assim que terroristas, gente da esquerda e da direita, manipulam a mídia e jornalistas.

O espectro mais comum da humanidade, a emoção humana.

  • O inimigo em comum
  • Motivos nobres que tornam o povo da sua ideologia super heróis
  • Um resultado fantástico através das suas ações

Não existe uma forma de unificar a humanidade. Pessoas seguem crenças diferentes (religiosas ou não religiosas), seus objetivos de vida, vontades e predisposições são diferentes.

É como que ao criar um grupo e ideologia, você esperasse que todos se identificassem com sua causa e meios. Como se todos olhassem o copo com água e enxergassem ele da mesma forma.

  • Alguns vão enxergar meio vazio.
  • Outros vão enxergar meio cheio.

Essa é a essência da sua escolha, da sua individualidade e de seu direito como pessoa, onde não deve ser julgado por outro, organização ou pelo Estado.

Deveria existir respeito entre as vontades individuais, preservando o bem próprio e do indivíduo próximo, criando uma sociedade de bem comum.

Esses dias também descobri uma página muito boa, que fala sobre a esquizofrenia da justiça e grupos sociais. Aventuras na Justiça Social

Bônus: A pessoa de olhos grandes e pessoa de boca grande (inglês)

“Let’s make a deal! Let’s make a deal!” said the demon.
“No, not at all!” said the man with the big eyes.
“Sure, let’s make a deal!” said the man with the big mouth.
The man with the big mouth grew a beautiful garden.
The man with the big eyes was very hungry because he was very poor.
The man with the big mouth had fun every day. The man with the big mouth was very full from eating the fruit from his garden, so he didn’t realize what was happening. He didn’t realize that his garden was drying up. By the time he noticed it was too late. The man with the big mouth cried and cried in the garden that never grew again.
“I shouldn’t have made a deal with the demon!”
The man with the big eyes was dying from hunger. Tears were trickling down from his big eyes as he cried out.
I should have made a deal with the demon.
Let’s make make a deal! Let’s make a deal!” said the demon