Olá Gabriel. Bom texto e boa provocação.
Sem dúvida a tese segue um ótimo caminho bastante observável na sociedade global.
Penso que vale apenas não deixar de lado um ponto muito importante, as pessoas não são iguais. O range de personalidades é enorme. É a parte individual que determina o valor/hora que cada um se dispõe a trabalhar. Fora os aspectos externos que você menciona apenas um. O lucro, mas poderia ser o mercado (externo a própria empresa), a riqueza disponível em uma economia, preços e alguns outros.
Quando você menciona um propósito comum, propõe que em algum grau exista uma igualidade de desejos, tolerâncias, personalidades e tal. Porém isso não é fixo em cada indivíduo e ainda varia com o tempo, o ambiente e as circunstâncias. Claro, que quanto maior afinidade com um propósito, maiores as chances do grupo ter mais alegrias que tristezas, coesão e prosperidade (esta, em vários sentidos).
Sobre o valor de uma hora na vida uma pessoa valer menos que o da outra. Para uma resposta curta, um melancólico pode dar menos valor a vida que um eufórico, por exemplo. Provavelmente, durante um pico de estresse de uma atividade ou recorrência crônica de estresse na atividade, o melancólico buscaria algo com menor pressão, risco, ou até desistiria. Enfim, são dezenas de relações entre pessoas que não aparecem no texto.
Entretanto, de fato, o sistema como ele é hoje + a queda constante de natalidade +os limites físicos do planeta + tecnologia + conhecimento como base da geração de valor (não mais terra, população e concessões) = aumento acelerado de concentração de riqueza e colapso.
