Fria

Quando gritam os olhos seus
Gritos silenciosos de agonia
Aprisionados numa sintonia 
Prisão que são os olhos seus

Seus olhos gritam em silêncio
E ao meu olhar, pedem socorro
No seu olhar aos poucos morro
E nele não deixo vestígio…

No seu olhar me perco e me acho
Na noite é ele que lança o facho
De luz que nas sombras me guia

Nos seus olhos escuros que acho a luz
Que me aquece me guia e me seduz 
E que me protege dessa noite fria!