No meio da rua

.

A rua que passa do outro lado do muro

palmas para a rua, inconstante

que muda com as diversas pinturas

e comunga as glórias e tristezas itinerantes

.

A rua que passa entre as janelas empoeiradas

Se revela em grafite, picho e letreiros

Em que o vento sussurra nas madrugadas

E sacode a folhagem dos canteiros

.

A rua de asfalto quente e gasto

De lixo espalhado por um vira-lata vadio

Observa quem a cruza a luz da lua

.

Olhos pintados entre paredes

Preenchendo um certo vazio

Notado no meio da rua.


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