Verbos essenciais para um desiludido.

Você está sentindo essa dor excruciante pela milésima vez, não é? Sim, isso não é nada, existe coisa muito pior. Dessa vez o conselho será diferente.
Morra. Quero que doa tanto a ponto de você querer se matar para se livrar dela.
Chore. Rios, mares, oceanos, até os teus olhos vermelhos e inchados te deixarem irreconhecível.
Lembre. Remoa cada pedaço de vida teu que se entrelaçou com o dela e como você seguirá tão solto a partir de agora. 
Se envergonhe. Sim, você é um ridículo. Pessoas apaixonadas fazem merda, não adianta ficar se perdoando e criando desculpas para não enfrentar os seus atos. Trate de assumi-los. 
Pense. Se enxergue no espelho do bom senso e veja a porcaria se reflexo que se formou porque você age de forma irracional. 
Se toque. É a nonagésima garota que surge na sua frente e você age como se fosse a primeira, repete os mesmos erros, romantiza o que já é romântico, deteriora mais ainda o que já é degradável. 
Odeie-se. Se deteste a ponto de nunca mais querer ser esse você de novo.
Enxergue. Analise os fatos, jogue fora suas suposições. Foda-se o que você acha que o outro pensa. Você não tem nas mãos a linha que comanda as marionetes escrotas chamadas ’todo mundo’.
Cresça. Saiba até onde os conselhos são válidos, veja o limite da conjugação de cada verbo que citei aqui. Busque em seu interior a forma correta de absorvê-los. Faça metas, encontre meios de mudar e se livrar do ciclo vicioso da idiotice. Ser grande é empenhar-se verdadeiramente em se equilibrar da melhor forma possível entre todas as infinidades de extremos que há na vida. 
E por fim: SE AME! Depois de mais uma queda, se erga mais forte. Abra as portas da arca e contemple mais uma sobrevivência. Porém lembre-se: Levantar não quer dizer estar pronto. Alicerce suas bases, enriqueça seus ideais. As experiências que o trouxe até aqui, as vivências e os modos de encará-las é o que faz cada um ser incrível à sua maneira. Livre-se do desejo inalcançável e VIVA! Tenha fome de mundo, compartilhe, troque, doe, receba, amplie os verbos na sua vida e deixe-os com o modo imperativo ligado sempre. Faça da sua vida o livro que te orgulha e só torne alguém co-autor da suas páginas se ali houver coragem, alma e amor para escrever.

(E um pouco de sintaxe, claro).