| Como salvar o mundo com duas coisas |

…música e amor
Ps: que saudade do meu cabelo loiro!!!

Assisti a um documentário incrível em uma dessas minhas longas noites de insônia.

Eu, apaixonada por musica, já estava chorando nos primeiros 20 minutos de filmagem.

Eu, apaixonada pela minha profissão, compreendia a dor de um paciente com Alzheimer, e a angustia de um familiar que fica muitas vezes, procurando uma luz em meio a escuridão do esquecimento da pessoa que mais ama.

É foda.
É assustador.
Mas é totalmente emocionante quando há uma saída, mesmo que seja ela, os poucos minutos de uma música.

O doc chamado Alive Inside, retrata a vida do Dan, um assistente social voluntário em uma casa de repouso que leva a idosos com Alzheimer, uma coisa simples:

a música favorita deles.


O que acontece é surreal.

A minha melhor resposta é o chororo de madrugada nos primeiros 20 minutos de vídeo.


Estima-se que no Brasil exista 1 milhão e 200 mil pessoas com demência. No mundo esse número chega a 35,6 milhões.

O número de cuidadores desses idosos dobra e é relativamente proporcional cada vez que a estimativa da doença aumenta.


O que a musica faz com pessoas saudáveis é algo que nem precisa ser relatado.

Me usando como exemplo, ela expressa meu ódio, meu amor, minhas alegrias e frustrações e acaba sendo na maior parte do tempo, a minha cura.


Mas quando aplicamos música em pessoas com demência, qual o efeito?

O mesmo.
E até mais emocionante, preciso te dizer.

Quando questiono o porque da musicoterapia não ser inserida na patologia de muitas pessoas,aqui falando especificamente em pacientes com Alzheimer, eu encontro uma resposta coerente, universal e real:

Se um médico receitar uma medicação x que custe três veze o valor do que as pessoas podem pagar, elas não vão questionar. Vão guardar suas receitas e preparar os comprimidos pra tomarem. Agora imagina um médico receitando a música favorita do ‘seu avô’, eu tenho certeza que as pessoas iriam se levantar, googlar outro geriatra e passar em outra consulta.

Porque a cura da sociedade está em pílulas.

Porque vocês acreditam que a cura está em pílulas.


No documentário, algumas pessoas me inspiraram a acreditar, ainda mais, que a música é, e sempre vai ser a cura de muitos males.

Até toca BlackBird 🖤
E vou ainda mais além, a música é o que nos traz vida.

E vida é algo que muitos pacientes perdem, pq ao longo da caminhada deles, a vida passa, e cai no esquecimento, e esquecer, doi.

Acredite.


Imagine se todas as suas lembranças um dia se apagassem, e todos os momentos em que você se agarra e busca um propósito, sumissem da sua cabeça e por mais que você procure e cave, acaba caindo no looping louco de um vazio, solitário e triste.

Alzheimer é isso.

Mas agora imagina a música que você mais ama, e todas as lembranças que ela te traz.

E imagina que no decorrer dela, uma parte que ainda não foi afetada pela doença, desperte e todos os monstros e todo o vazio, some.

Alzheimer e musicoterapia juntos, é isso.


Então o que eu tenho pra dizer, como fisioterapeuta amante de música é: com um bom violão curamos os males e depositamos vida em muitos corações reprimidos.

Mas isso tudo só se alcança através do amor, pq no fundo, só ele cura!

Minha música:

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