| O que Blackbird faz comigo |

Meu pai, um beatlemaníaco assumido, não poderia ter criado memória melhor pra minha vida, que não fosse algo relacionado aos meninos de Liverpool.

Eu lembro que ouvi Blackbird quando ainda usava rabinho de cavalo nas laterais da cabeça e mal sabia escrever meu nome.

Enquanto meu pai fazia janta, cantarolando:

blackbird singing in the dead of night…’

eu o fitava com meus olhinhos grandes e curiosos e ia tirando print de imagens e gravava sons pra anos mais tarde, escrever esse post pra vocês.


Que eu virei grande fã dos Beatles não é segredo pra ninguém.


Beatles representa toda a minha infância, cozinhando aos domingos com meu pai, dançando no meio da sala, sendo curiosa o suficiente para ler sobre a vida de cada um dos caras.

Sofrer até hoje a morte do Lennon…

Beatles é foda!


A dica do post de hoje são duas.

O filme ‘Across the Universe’ é algo que todo mundo deveria assistir.

Mas o que Blackbird causa no meu corpo quando eu a escuto, só uma pessoa sabe, e ao contrário do que você pensa, não é meu pai.

Certa vez, deitados na minha cama, conversando sobre músicas e sentimentos, eu comecei a dividir a seguinte frase com uma pessoa:

‘ ahh essa música…’

e ele começou a cantar, antes mesmo de eu terminar a frase, antes mesmo de explicar pra ele o que ela representava pra mim, antes mesmo de eu falar algo, ele estava ali, deitado na minha cama, cantando Blackbird. Pra mim. Até hoje.


Meses mais tarde, eu estaria em um especial dos Beatles mais fodas da minha vida, revivendo todos esses dois momentos especiais.


Eu sou o ser humano mais sentimentalista da face da Terra, e extremamente dramática, mas explicar o que Blackbird me causa realmente é uma tarefa difícil.

Todo mundo tem uma música favorita, se não tem, deveria pegar uma pra vida.

Acredite, essa é outra dica, se você sofrer de Alzheimer na velhice, ela vai te ajudar e muito ❤