Desejos

Não aprecie moderadamente meus passos.
Tão facilmente desenhe-se em compasso.
Não fale baixinho
Não conte conte casinhos
Apenas obedeça os desejos
Ou simplesmente qualquer anseio
Cante ao pé do ouvido
Ou componha a melosa melodia das prosas
Deseje com ganância
Entorpeça de Esperança
as tristes alegrias das lembranças
De momentos rasos
De lua Clara e terra vermelha
Deseje como se jamais fosse Gostar...
Goste com se jamais pudesse Desejar!
Avance aos medos
Desvende Segredos
Mexa-se
Recolha-se
E Olhe, observe...
Mas nunca Provenha de Querência
Nunca se desenhe na incoerência
Apenas, deseje...
Como os verbos nominam as orações
Em frases partidas
Em corações de despedidas
Apenas, deseje
Então viva, reviva
Antes que os olhos molhem a alma
Com pranto sem calma
E inunde de rancor, belas palavras
No vão dos Desejos lunares
Dos Sentimentos estelares
Em ti, por ti...
Ao fim...
Sem mais poder querer.

Daiane Anselmo

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