Politicagem

Imagine Seu João: homem sério, correto e honesto. Nunca pegou dinheiro emprestado de ninguém e deixou de pagar, quando muito pediu favor para quem quer que seja. Sempre honroso, se referia as autoridades como “doutor”.

Um dia desses bateu na porta do Seu João um jovem senhor, beirando os 30 anos, com fala rápida e sempre sorridente, era candidato a vereador da cidade. Tinha várias ideias na cabeça e falava tudo bem depressa como se não quisesse perder tempo, tão depressa que o pobre do Seu João não conseguiu entender nada do que o rapaz dizia.

No final daquela breve explanação o rapaz perguntou para Seu João de maneira direta sem rodeios: “Quanto o senhor precisa?”. O homem trabalhador e honrado que era, Seu João espantou-se e disse: “O senhor está me vendendo algo?”.

De fato o rapaz não vendia, mas comprava o voto de Seu João, que depois de tentar explicar por duas vezes era corrido da porta de Seu João com a promessa que se lá aparecesse iria tomar uma surra.

Por sorte Seu João era honesto, algo que não é virtude, mas no mundo político é motivo de espanto. O ato do rapaz além de anti-ético, seria motivo de prisão, pois é crime eleitoral. De todo, infelizmente ainda existe tal prática por diversos rincões do país.

Hoje o candidato que usa desse tipo de expediente se torna em poucos minutos um politiqueiro, que na linguagem popular seria aquele que mente e engana para se dar bem. Tal criatura do mundo da política brasileira normalmente tem fala rápida e pena um auxílio, uma ajuda ou contribuição, sempre com a possibilidade de troca do voto por algo.

Nos tempos atuais o eleitor, mesmo os não tão honestos, fogem deste tipo de candidato, isso porque no futuro, quando eleito, tal político não irá representá-lo, seja onde for.

O eleitor por si só precisa de alguém que lhe represente, torne parte do seu contato com o mundo da política, e possa vir a ser um canal de comunicação entre o público e a comunidade onde o eleitor mora.

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