O que eu quero dizer é que, não, você não precisa ser tão de boas. Isso não está no contrato da vida; você não assinou nenhum desses termos. Tudo bem você ficar com raiva às vezes. Tudo bem você não ir para os lugares onde você não quer estar e não fazendo coisas que você não quer fazer.
Você não precisa ser tão “de boas”
S. Paiva
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Ano passado senti coisas que eu nunca havia sentido na vida. Estou nesse processo de não ir para os lugares que não quero ir ou fazer coisas que não quero fazer, mas ainda tenho um longo caminho pela frente. Então eu senti aquelas coisas e… Bom, na realidade não eram coisas que eu nunca havia sentido na vida. Eu só fingia não sentir. Mas sempre estiveram ali, aguardando o momento em que iam explodir dentro de mim. Foi ano passado. Nas primeiras semanas daquele que chamam “mês do desgosto”. Caberia bem pro momento, fosse verdade. Afinal, assim como costumam dar a culpa por dias ruins ao pobre mês de agosto, vez ou outra eu tenho essa mania de dar-me crédito pelo fracasso dos outros. Até o ano passado, naquele MÓDAFOCA agosto, quando eu resolvi me dar crédito pelo meu próprio fracasso. E, mais que isso, pelo sucesso vivido e pelo sonho que ainda queria viver. Daí que passei na federal e daqui uns dois meses retornarei pras salas de aula, de onde sairei diretamente para outras salas de aula. O Direito não me cabe pra ser professor, mas a escrita sim. E lá vou eu atrás de ser um professor de português…

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