Descartável, eu?!

Provavelmente eu não sou a primeira pessoa a questionar-se sobre isso, e também não serei a última.

Acredito (fielmente) que todos aqueles que já sofreram algum tipo de decepção perguntou a si mesmo: Descartável, eu?!

A ideia de ser alguém descartável não é uma das melhores, e também não é, uma das mais agradáveis. E se caso compartilhamos o mesmo sentimento, tudo o que posso dizer é que: “estamos juntos nessa!” Mas se não compartilhamos, aqui vai um aviso: é horrível toda essa sensação de substituição. Porque ainda que não queiramos, acreditamos nas palavras que alguém, algum dia semeou em nosso coração, sobre sermos insubstituíveis; eu só ainda estou tentando ver quem é mais idiota, quem diz essas coisas ou quem acredita nelas. A verdade é que todos nós somos substituíveis, seja qual for a situação ou o relacionamento. A substituição aplica-se tanto pro amoroso quanto pro amigável.

Mas o ser humano tem essa mania tola de acreditar em tudo, e de principalmente apoiar-se em coisas que o próprio cérebro inventa.

(as vezes mentimos pra nós mesmos e outras criamos justificativas que de certa forma amenizam a nossa dor.)

Nós temos esse “dom” de nos auto-sabotar, e a quem chame de autoproteção, mas eu continuo com o lado da realidade das coisas. A minha mente é um campo de batalha cheio de armadilhas, e que por sinal, eu caio aos montes.

O fato é que cedo ou tarde nós descobrimos (apesar de estar estampado na sinopse da humanidade) que cada um de nós sentimentos de forma diferente. As vezes você considerou a pessoa o seu tudo, o seu baú de segredos, e tudo o que ela te considerou foi só um ombro disponível para alguns momentos difíceis.

É difícil saber qual é a intenção de cada um, e na maioria das vezes nós não saberemos.

Então nós vamos percebemos que os títulos como: melhor amigo; passou pra alguém que há pouco tempo era só um desconhecido.

E mesmo assim, nós ainda vamos descobrindo conforme caminhamos no mundo, que todos nós somos histórias (ou fizemos histórias com alguém), que as vezes são contadas e a maioria das vezes, são esquecidas.

)

Jessica de Oliveira

Written by

Aqui tem muito sentimento e pouca racionalidade.

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