das coisas do fim de ano

No próximo ano, eu saio da casa do “1/4 de século de idade” e, surpreendentemente, eu não me vejo exatamente com essa idade.

Meu corpo, meus pensamentos, minhas prioridades, sonhos ou peripécias, em grande parte, não condizem com as de muitas pessoas da mesma idade que eu. Por vezes ainda tenho a sensação de estar vivendo coisas novas e, a cada nova sensação, a cada passo longe dos olhos dos meus pais, ainda sinto o cheiro de “novidade” e isso, me fascina muito.

Os meus sentimentos, as minhas vontades, minhas emoções são tão juvenis quanto às coisas que eu vivia com 12/13 anos de idade. Porém, minhas celulites, meu corpo que-não-é-igual-ao-da-mulher-da-capa-da-revista ou qualquer outra auto-crítica, já deixou de ser uma crítica ou um problema e virou uma aceitação natural, diante dos meus olhos em frente ao espelho.

Ainda tenho percebido e vivido coisas com aquele “quê” de adrenalina no peito, ainda tenho sentido aquele arrepio de “estou fazendo coisa errada, mas, dane-se!” e isso é uma das melhores coisas do mundo!

Aprendi a me permitir não amadurecer do jeito que deveria ser, do jeito que meus pais amadureceram e, isso, é magnífico e, ao mesmo tempo — confuso.

Perceber as mudanças no corpo da gente conforme a idade vai passando, é assustador sim. Mas, aprender que o sexo vai ficando melhor, a ressaca vai ficando maior, a noite de sono vai ficando menor — e o salário no fim do mês, também — é extremamente engraçado. Perceber que, com o passar do tempo, muitas pessoas vão “indo e vindo” na vida da gente, deixando saudade ou raiva, é acreditar e aceitar que viver é a melhor coisa do mundo!

Das resoluções para o novo ano, eu desejo agir mais com impulso e, ter a cabeça no lugar para corrigir todos os erros que eu sei que cometerei pelos próximos 365 dias.