Ligados na tomada,desligados da infância

O que podemos esperar dessa nova geração?

Nossa sociedade mudou. Há tempos atrás ,infância era sinônimo de brincadeira, contato com a natureza e socialização. Com o passar do tempo, as atividades tradicionais foram perdendo espaço para as novas tecnologias, trazendo para as crianças mudanças de hábitos comportamentais e de desenvolvimento pessoal.

A geração anterior sabe que em seu tempo a infância era bem diferente da atual, triste era um dia sem sol, pois não poderíamos brincar na rua, andar de bicicleta, fazer piquenique ou pular amarelinha… Já para grande parte das crianças modernas, esse tipo de brincadeira saiu de moda, e muitas nem mesmo sabem como elas realmente funcionam. A tecnologia contribuiu para que esse tipo de entretenimento fosse ficando esquecido.Celular, jogos de vídeo game, horas em frente à televisão, estar em contato com o mundo através da internet são algumas das novas formas de divertimento infantil.

Nesse mundo contemporâneo cada vez mais cedo as crianças entram em contato com novas tecnologias. Nós, pais somos um dos principais responsáveis por esse tipo de comportamento em nossos filhos, estamos sempre atarefados com atividades do dia a dia que passamos a substituir a atenção que deveríamos dar a eles por aparelhos eletrônicos, causando uma influência nociva. A criançada passa a achar comum e natural ficar a maior parte do tempo dentro de casa,conectados com o mundo pelo touch screen.

Segundo o norte-americano Jim Taylor, PhD em psicologia e crítico da influência tecnológica no mundo infantil, a geração atual de criança está menos altruísta, ou seja: menos preocupada em ajudar ou oferecer coisas boas ao próximo, além de não usufruírem de relações interpessoais, o que é preocupante, pois essas mudanças comportamentais certamente serão refletidas no futuro em forma de uma carência emocional, insegurança e dificuldade de enfrentar os problemas da fase adulta.

Apesar da influência que a tecnologia está trazendo as novas gerações, o perigo não está no objeto em si, mas sim no uso excessivo que se faz dele. A tecnologia não é de toda ruim, ela precisa ser usada moderadamente pelas crianças, com cautela e supervisão pra que ela contribua positivamente no crescimento infantil.

por Jessica Cardoso da Fonseca

(texto produzido no primeiro semestre de Jornalismo na ESPM-Sul na disciplina Linguagem I)

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