Talvez eu que não tenha entendido muito bem o que você quis dizer em primeiro lugar, mas vou tentar…
Éber
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Vamos lá, a Alemanha pós primeira guerra estava fragilizada economicamente, possuía infinitas restrições e um sentimento de desconfiança muito grande.

Na década de 20 o país começou a se reerguer com injetamento de capital estrangeiro, contudo o cidadão médio alemão trabalhava de forma exaustiva e em condições insalubres, não possuía saneamento básico, ensino de qualidade, se encontrava endividado por causa de empréstimos bancários (capital estrangeiro) com taxas de juros altíssimas e continuava com o mesmo sentimento de hostilidade, já que muitas mulheres foram estupradas, seus territórios ocupados, seus bens pilhados e saqueados e muitos dos prisioneiros exibidos em zoológicos humanos pela Europa.

Os maiores detentores de capital e com ensino acadêmico eram estrangeiros. Os principais intelectuais e formadores de opinião eram Judeus, Hitler mesmo tinha seu intelectual judeu favorito: Osbourne

Tem alguns livros bem interessantes sobre isso: Para Entender Hitler, Um Perfil do Poder, O Mundo Alemão de Einstein, A biblioteca esquecida de Hilter

Por isso dois discursos ganharam força: o Marxismo e o Nazismo. Salvo suas peculiaridades, ambos muitos parecidos defendiam a minoria alemã, a estatização e o controle do estado sob a economia para defender o interesse de uma minoria pobre que se via acuada, hostilizada e que era silenciada e agredida diariamente.

Por sinal havia uma disputa retórica e linguístico-formal entre nazistas e comunistas, em torno do uso e do significado do termo “socialismo” na política. Hitler afirmava até que Marx havia roubado esse termo do socialismo germânico do primeiro reinch…

Com a crise econômica internacional de 1929, os nazistas exploraram o colapso financeiro por meio do marketing, encantaram a militância juvenil, os sindicatos e passaram a articular formas de controlar o parlamento com apoio popular. Como forma de resposta o parlamento é incendiado pelo Comintern (internacional comunista, então é declarado estado de emergência e o decreto do incêndio do Reichstag é assinado, suspendendo a maioria dos direitos humanos da República de Weimar.

A retórica era que uma vez que os direitos humanos garantidos estavam sendo desrespeitados pelos detentores de capital, o Comintern fazia uso de violência e a república estava sendo ameaçada era necessário de que o Estado reagisse de forma rigorosa, dando controle á quem tinha apoio popular, o primeiro chanceler alemão: Hitler.

Resumo: uma minoria negligenciada, condições de vida insalubre e não sustentáveis + discurso de uso de violência justificada como forma de reivindicar uma vida minimamente decente = problemão

E isso se repete na história Russa, Ucrânia, Bósnia, Síria, Israel, China, Venezuela, Cuba, Coréia … (e vários outros) que em nome de minorias se tornaram totalitários, abusivos e homicidas