Estar só é preciso

Há pouco tempo eu tinha medo da solidão, mas estar só é preciso. Para quem me vê falando isso, pode ser bastante estranho. Mas se desligar do mundo por uns minutos, horas, dias tem seu lado positivo. E quando digo isso, falo sobre entrar em sintonia com o próprio corpo, andar na sua própria companhia, reconhecendo suas qualidades, capacidades e também defeitos.

Tenho gostado de ficar sozinha, de chegar em casa, fechar a porta do quarto e me desligar de tudo aquilo que me cerca. Esses momentos de solidão têm sido importantes para mim — e acredito que sejam importantes para muitas outras pessoas — pois significam tempo, talvez até algumas horas a mais naquelas 24 do dia. Tempo para alocar as ideias, estabelecer o melhor caminho para meu autoconhecimento e para minha autoconfiança. Minha solidão também é liberdade. Liberdade para fazer o que bem entendo, sem que eu precise das opiniões e pitacos alheios.

Um ponto interessante a ser observado na solidão: ela não aparece em torno do fato de não precisar de alguém. Pelo contrário, é quando damo-nos por conta de que precisamos de alguém, dos outros. De que vivemos em uma sociedade que estabelece normas, padrões e pressões psicológicas diárias. A solidão é, nada mais, nada menos, do que uma forma inovadora de reconstruir a própria identidade. E a melhor forma de encará-la é se permitindo ficar um pouco sozinho.

Há prazer na solidão, acreditem. No silêncio palpável do dia, da tarde ou da noite, é quando conseguimos parar, respirar fundo e escutar realmente o que está acontecendo.

Estar só é preciso.

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