Golpes da vida

Há muitas coisas a se pensar sobre a vida. Eu, particularmente, nunca parei para pensar direito na minha. Já na dos outros, parece que gosto de fazer isso com mais frequência. Eu sempre mostrei ter uma personalidade forte, jurando não me importar com o que falam ou pensam a meu respeito. A verdade é que, lá no fundo, bem lá no fundo, eu não passo de uma mulherzinha mimada que ainda chora no travesseiro quando alguma coisa de ruim acontece.

É um tanto quanto estranho dizer que já passei por tanta coisa nessa vida, porque parece até um exagero da minha parte, visto que tenho só 23 anos e muito bem vividos. Durante todo esse tempo aconteceram um milhão de coisas. Não sei dizer por quais motivos a gente, muitas vezes, não pensa antes de fazer as coisas, mas acho um tamanho atrevimento a gente fazer as coisas (ou tomar atitudes) sem pensar. Sem pensar nas consequências. E o prêmio que a vida dá por isso? Um belíssimo tapa na cara. Ou um gelado balde de água fria. Ela escolhe qual deve ser o apropriado para o momento.

Eu sei que eu sou complicada, mas eu tenho certeza de que não estou sozinha nesse mundo. A barca da loucura é gigantesca, e vai passando de porto em porto para pegar aqueles que a aguardam. Realmente cheguei num momento da minha vida em que quero parar de pensar nas consequências. Até porque tem muita gente que taí, hoje, agora mesmo, nesse momento, fazendo as coisas sem pensar nas consequências e se alguém há de sair ferido nessa história. Então por que eu devo ficar fazendo força com o cérebro e deixando um milhão de coisas tomarem conta dele, se só devo me preocupar em como eu vou sair de toda essa história? Chamo isso de golpes da vida, quando mais doem.

Abril/2015

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