I don’t know

Se conheceram em um momento que seus caminhos eram parecidos. Talvez tenham se cruzado por acaso, talvez um dos dois tenha entortado um pouco a própria linha para que não mais fossem paralelos e sim perpendiculares, até aquele ponto de encontro. Sabe bem como é isso ne?

Se desconheceram quando um dos dois errou e o outro apontou o dedo. Ou nem apontou, só se desapontou. “Eu posso errar”, foi o que ouviu. “Não, não pode. Não comigo.”

Assim como quem não quer nada se fizeram eternos um no outro, como se toda vida estivessem estado bem ali, lado a lado. Como é possível? Mas em coisas de segundos — ou assim pareceu, talvez tenham sido meses — a coisa toda virou e revirou a vida do avesso. Aquele avesso que nunca tinham visto… não era possível que amor se transformasse em rejeição.

De amantes e amigos se converteram em estranhos, mas daquele tipo que não faz nem questão de falar. Daquele tipo que você revira os olhos, vira a cara e fala “aff” quando alguém menciona. Coméquepode?

Mas se era amor, não tem como deixar de ser ué. E será que deixou? Pela frente, fingem que não se conhecem… afinal, foi esse o combinado. Pelas costas, em segredo, continuam se procurando. Ainda é igual, lá no fundo.

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