
…sas ideias, nosso entretenimento e todas as nossas necessidades imaginárias sejam impostos de fora. Compramos produtos que nos foram recomendados pelo monitoramento de nossas vidas eletrônicas, e voluntariamente oferecemos feedbacks a respeito do que compramos. Somos o sujeito obediente que se submete a todas as formas de invasão biométrica e de vigilância. E que ingere comida e água tóxicas. E vive, sem reclamar, na vizinhança de reatores nucleares. Um b…
Mesmo na ausência de qualquer obrigação, escolhemos fazer o que nos mandam fazer; permitimos que nossos corpos sejam administrados, que nossas ideias, nosso entretenimento e todas as nossas necessidades imaginárias sejam impostos de fora. Compramos produtos que nos foram recomendados pelo monitoramento de nossas vidas eletrônicas, e vol…
Ademais, tomamos por hábito estilizar nossa vida cotidiana dentro dos parâmetros comuns indicados por dispositivos eletrônicos online, numa grande disrupção com os corpos que não admitimos, os fracassos que não queremos, os sentimentos que rejeitamos, as imperfeições que elidimos. As nossas políticas de auto-representação transitam entre os filtros combativos das fotos principai…