Sobre ansiedade, mais uma vez

Jéssica Judith
Aug 25, 2017 · 2 min read

Estou em meu trabalho e não consigo trabalhar.

Minha cabeça anda para todos os lados possíveis, eu juro. Desde a crise econômica até a quantidade de livros que eu deveria ler e não li. Tenho pastas a organizar, planilhas incompletas e muita vontade não otimizada.

Ter consciência de que existem muitas coisas em sua cabeça, tantas, ao ponto de causar bloqueio, é quase como saber que sair na rua hoje não seria uma boa ideia, mas ainda assim ir. Você vê, você sabe, você está toda essa bagunça.

Está. Não é.

Não posso passar a vida inteira, seja em qualquer trabalho, procrastinando e não terminando nada que começo. Não posso continuar tomando base de achismos como se fossem a verdade absoluta de alguém.

Fazemos isso sem querer, não é? Costumamos atribuir opiniões, julgamentos e até sentimentos de outras pessoas. Este é um item da minha lista de mudanças: não me basear por suposições sobre coisas que não são minhas. O outro item é entender que não sou ansiosa. Eu estou ansiosa.

Estar implica em poder sair deste estado. Não só de ansiedade, em qualquer coisa. Nós temos a mania — nada saudável — de nos atar á coisas. Ninguém está atado a algo que não possa se soltar, isso é coisa da nossa cabeça. Deus! Como podemos ser livres e ao mesmo tempo presos? Nós somos livres. Livres para nossas escolhas tanto quanto para nossas consequências.

Relacionamentos. Relacionamentos são escolhas nossas, certo? Podemos usar o universo, o destino e até entidades, mas ainda somos nós que escolhemos. Eu quero estar com aquela pessoa? Estar com essa pessoa implica em quê em minha vida? Eu preciso estar com esta determinada pessoa para conseguir viver?

Bem… Não.

Talvez você viva mais feliz, o que é ótimo. Talvez isso te estimule a encarar os dias de uma forma mais positiva, que bom!

Logo, isso significa que aquela pessoa é sua fonte de vitalidade?

Por que colocar tantos mundos em alguém que está, como você, tentando manter o dela em órbita também?

Porque nós, pessoas, intitulamos tudo. E quando alguém faz ao contrário, não sabemos como agir. Como, COMO, tal pessoa agiu diferente do que eu havia previsto? Certamente, ela falhou comigo. Certamente eu falhei comigo.

Porém… falhar não é um processo como todas as outras etapas da nossa vida? Eu falho. Falho em meu trabalho, meus estudos, como pessoa consciente e como ser humano. Vou continuar falhando. Só preciso aprender a não acreditar que esta falha pode, de alguma forma, acabar com todas as chances de treino e melhora.

Eu não me permito desacreditar que alguém consiga.

Então, de ansioso para ansioso: respira.

Porque o final deste texto não teve sentido, tão bem quanto nossa vida não terá. Mas isso não te impede de tirar algo bom de ambos.

)

    Jéssica Judith

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