Vale a pena meditar

Published by José Amaro, June 19th, 2017


Olá prezado leitor!

Como este blogue é novo, ainda não conhece a forma de como me expresso e falo no meu dia a dia.

Sou uma pessoa, que quando falo ou escrevo, gosto de dar os nomes às coisas quando não é de forma gratuita. Sei que com isso, serei incompreendido sobremodo, compreendido por poucos e odiado pela maioria. Muitos dos seres humanos, incluindo eu, precisam de ser picados como as mulas para progredirem. Desses, são poucos os que aprendem que precisam andar para não ser picados novamente, mas a maioria, terá de ser picada a vida inteira.

São poucos os leitores, que conseguem entender as minhas entrelinhas, por isso, torna-se ainda mais fácil o desamor.


Uma vez, uns vinte anos atrás, o dono de uma agência funerária, disse-me o seguinte: “Jovem, eu não desejo que ninguém morra, o que eu quero, é que a vida me corra.”

Ora, não podia estar melhor explicado. Esta frase do agente funerário, serve para explicar muitas outras profissões e voluntariados.

Quero abordar um tema para obrigar a pensar um pouco mais adiante do futebol ou novelas.

O tema não é amorável a ninguém, nem mesmo aos favorecidos do sistema. Neste ano de 2017 em específico, penso que podia ser empregado como trampolim para dizer basta.

Os incêndios são uma praga em Portugal. Todos os anos a novela repete-se, umas vezes com mais tragédia outras, com menor.

O que queima, não é só floresta, é também a qualidade de vida de todos nós, arde igualmente o nosso futuro, derrete a nossa saúde atual e futura e ainda o nosso dinheiro. Sim o nosso capital, porque o dinheiro não é dos governantes que o governam, mas sim de todos os portugueses. Não vou falar nas vidas que são perdidas com respeito aos falecidos e os seus familiares. Falarei dos que aqui andam a brincar aos “polícias e ladrões”.

Você que está a ler esta matéria, já se fez as seguintes perguntas? De que vivem os bombeiros voluntários? Como ganham eles dinheiro para sustentar as corporações? Se não houver fogos, qual é o saldo bancário? E se houver, quanto passa a ser?

Pois, creio que podemos aplicar aqui a frase do agente funerário. Um bombeiro voluntário, presume que preste serviço grátis. Sabe que muitos deles ganham para combater fogos florestais? Também os há que nada lucram. E só estou a falar da raia miúda, pois, quantos há a ganhar aos milhares por ano com os fogos?

É só pedir as contas ao Estado e saber a quem é pago, quanto é pago, e terá muitas surpresas.

Enquanto você, eu e mais alguns não dissermos basta, isto vai continuar enquanto houver floresta para queimar.

Seja um autotanque de combate a fogos florestais, a fogos urbanos ou ambulâncias, carro nenhum sai para a rua sem que seja pago, seja pelo estado ou diretamente pelos cidadãos. Acreditem, que não é só os bombeiros que o ganham, como disse, esses, são os que mais se arriscam e menos lucram.

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Para mim, o problema desta calamidade anual resolve-se ao ter profissionais nas diversas áreas de combate ao fogo. O preço a ser pago tal como está a ser na atualidade, só faz inflamar o custo e a área ardida anualmente.

Temos milhares de militares enfiados em casernas a coçar a micose literalmente, quando podiam fazer muito mais em combates a fogos e patrulhamento na providência dos mesmos. Também temos reclusos a morrer de tédio nas cadeias. Podiam ser aproveitados também, quem sabe, se com isso, não obteriam formação válida para quando ficarem em liberdade!

As soluções são muitas, mais baratas e eficazes. Como quem governa é quem tem capital e não os governantes, obtemos estes resultados. As mudanças são difíceis, é preciso haver Homens, mas só temos homens.

Não acompanho muito as notícias, porque para ver as novelas, já bastam as que são emitidas para esse efeito na televisão. Não posso deixar de analisar alguns cenários televisivos que vi neste grandioso incêndio de 2017, mas podia falar de outro ano qualquer.

As mortes foram muitas, as quais lamento, o medo das populações, em geral, era assustador, no entanto, nas reportagens, aparecem sentados à espera e a reclamar por os bombeiros não aparecerem. Claro, que concordo, que deva-se deixar para os especialistas o combate ao fogo, mas na falta dos mesmos, que faz esta gente sentada? A única explicação que vejo, é o medo ser tanto, que as pernas tremem ao ponto de não permitir colocarem-se em pé. Somos um povo pouco cívico. Estamos sempre à espera que sejam terceiros a fazer o que devíamos ser nós a fazer.

Tantas associações ambientais e não há uma sequer que faça barulho o suficiente para suscitar este povo!

Vamos pagar muito caro por esta nossa postura. Havemos de querer e não ter.

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