Eu continuo aqui, continuo me embriagando de esperanças vãs toda manhã, sofrendo de overdoses de desespero e obtendo segundos de lucidez até que o choro trava a garganta e me faz repensar, reviver. Continuo ouvindo que passará e que em breve estarei por cima, mas pra quem ainda sente gosto de terra na boca, ou escala paredes do poço sem fim com feridas não cicatrizadas, não é o que se leva como verdade absoluta. Continuo seguindo a rotina, tentando encaixar nos dias vazios tudo o que representa a felicidade, tudo o que ela poderia proporcionar se estivesse de fato, feliz. Continuo sentindo dores físicas causadas pelo abalo emocional grave que causou, e sonhando com o que ainda havia de acontecer. Mas pela primeira vez, sinto que estou onde deveria estar, com quem deveria estar e sendo do jeito que deveria ser. Seria o fim da poesia caótica que repito pra mim mesma enquanto tento me desprender? Ou seria apenas um “olá” de toda dor que (ainda) terei que enfrentar sozinha?

Show your support

Clapping shows how much you appreciated Jenyffer Bahovschi 🌻’s story.