Inúmeras vezes, estendi minha mão para levantar alguém, enquanto quem mais precisava ser erguida era eu.
Perdi as contas de quantas pessoas acolhi, abracei e cuidei, enquanto quem mais precisava receber suporte era eu.
Nem sei quantas vezes escutei aqueles que precisavam falar e gritar, enquanto quem mais precisava ser ouvida era eu.
Não me arrependo de ter ajudado quem precisou, no entanto, eu também sangrava e o que fiz por eles, não fizeram por mim.
Foi assim que aprendi a segurar minha própria mão, abraçar minha existência e ouvir meus próprios pedidos de socorro.
Preciso ser empática primeiramente comigo, para depois ser com o próximo. Eu, mais do que qualquer pessoa, preciso do meu apoio.
Colocar-se em primeiro lugar não é egoísmo, é autocuidado.
