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Tormenta

Das marés mais fortes resisto,
e para o fundo do oceano eu insisto
em busca de proteção persisto
mergulhando fortemente, consisto.

Da superfície norteadora eu fujo.
Supérflua superfície cujo
o ar poluído e sujo
contamina capitão e marujo.

A luz atrás de mim refrata.
Minha pupila, atordoada, dilata
à visão do disforme pirata.
Será realidade o que me constata?

Diante do espelho natural
vejo que, na real
o tal pirata descomunal
é a imagem do meu eu-moral.

Então, o oceano se resfria
e sabendo que esse dia chegaria,
o pirata arrependido ali jazia
por querer o que tanto temia.


Originally published at quocientemente.wordpress.com on April 29, 2015.

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