Movimento Contracultura- Os inconfudíveis garotos de cabelo espetado.

Tudo começou na década de 60, jovens que desejavam liberdade e queriam sair da mesmice, pertenciam famílias burguesas, tradicionais e repressoras. Queriam seguir seus próprios caminhos e escolhas, adotar a ideologia do “faça você mesmo” e optar de sociedade repressora e democrática para uma parada totalmente alternativa.

O movimento Hippie, embasado em liberdade, festivais psicodélicos e muita droga, abriu portas para as revelações jovens que participavam dos passeios, pregando a paz e o amor como forma de libertação e afronta contra a sociedade conservadora. Os visuais eram compostos por roupas velhas e rasgadas, cabelos compridos tanto pra homem quanto pra mulher, a androginia vinha para quebrar conceitos de padrão altamente tradicional. A década passou a ser a voz da juventude, com revelações musicais que ficaram pra sempre, até hoje em nossas playlists favoritas.

O Glam Rocker, foi um estilo que se originou do hippie. Aproveitando a psicodelia, homens defensores da arte, adotaram um rock melódico. Assim como os hippies, glam’s se baseavam na luta pela igualdade de gênero. Roupas com muito brilho, cabelos coloridos e acessórios confrontavam tudo que já tinham visto em vida até o “desabrochar” do estilo.

Na década seguinte, surgiam os discos. Época onde os clubes eram abertos a um público que curtia um rock diferente. Ternos abertos, muita corrente e calças boca-de-sino chamavam a atenção para aqueles que tinham movimentos de dança excepcionais, criando um altar a nova religião chamada “O movimento Disco”, onde dançar era tudo que os boêmios precisavam saber.

De outro lado, o movimento Punk era o extremo de todos os movimentos que já existiam. Literalmente contracultura, sua ideologia adotava agressão, crítica a política e a sociedade contemporânea. Buscavam na agressividade sua expansão, chamando atenção de todos que passavam, e obtendo cada vez mais seguidores para suas tribos. Sempre criticando a sociedade normativa, evidentes nas letras de suas bandas preferidas do segmento Punk Rock.

Criando um estilo reconhecível em qualquer lugar do mundo, punk rockers utilizavam roupas pretas, correntes, cabelos espetados, patches, lenços no pescoço.

Hoje vivem na sociedade de consumo mas sempre pregam a contrariedade e apoiam movimentos políticos aleatórios, anarquia integrada ou o socialismo.

Aprofundando na subcultura punk, hoje em dia ainda existem pessoas que ainda seguem o movimento. Em Patos de Minas, o movimento punk é idealizado por alguns jovens de 14 a 22 anos. Saem em grupo, defendem uns aos outros, estão sempre juntos. Bebem pinga nas praças e amanhecem na rua. Se auto criticam como vagabundos, lixos e poeira da cidade. Por serem influenciados pelas bandas punk rock, que tem letras nessa mesma porção.

O gênero musical mais incomum de todos se dividiu em subgêneros, que são apreciados pelos seguidores dos elementos da cultura. Horror punk, street punk, pop-punk, anarco punk, folk punk entre outros, são exemplos.

Violência, agressividade, contra-regras e preconceito a outros estilos como emos, deathcore, metaleiros e satanistas, são a cara do sistema ideológico do estilo.

Em entrevista com um deles, descobri um pouco sobre como funciona o movimento na cidade, as perspectivas para o futuro e curiosidades sobre essa subcultura do underground que segundo ele, não pode morrer.

Bruno Henrique da Conceição Silva, de 17 anos conta que o movimento punk da cidade quase não existe, mas curte o estilo em cidades maiores, em festivais de rock onde acontecem as rodas punks e onde se encontram uma multidão de adoradores bem no seu estilo. Onde ele mais se identifica. É apreciador dos subgêneros Hardcore punk, horror punk e principalmente o Street Punk/ Oi! que representa a união. “Por que OI! significa união! É a união entre os punks os skinheads e todos os outros subgêneros!” explica ele.

Bruno acredita que o Punk rock no Brasil vai continuar crescendo igual já cresceu, quem quiser entrar pra turma é totalmente bem vindo e quem abandona o movimento, na verdade nunca foi punk de verdade. “O que vale mesmo são suas ideologias que nunca se perdem, mesmo que saia dele.”

Por último, falando um pouco sobre a cultura gótica tem uma base punk, e surgiu a partir do mesmo, em questões musicais. A moda é mais refinada, os sentimentos também tinham outro direcionamento. Pregavam, no Rock Goth, romantismo e inclusão social, eram os apaziguadores de movimentos agressivos.

Frequentavam locais silenciosos, ideias para reflexão, normalmente cemitérios.

Todos esses movimentos contracultura foram considerados undergrounds, e para finalizar, citando um dizer da união Underground “viva o underground Brasileiro”.