Como o marketing digital salvou minha vida

Antes de tudo, quero me apresentar.

Meu nome é Rogério, sou brasileiro nascido na cidade do Rio de Janeiro; casado e pai de três filhos.

Minha história de vida não é um exemplo de sucesso, mas pode auxiliar muitos que se identificarem com ela.

Desde menino sempre fui um garoto solitário, pois meu pai abandonou nosso lar quando eu tinha 7 anos de idade e ainda fui obrigado a presenciar uma cena que jamais esquecerei: ele tentou matar minha mãe com um estoque (faca rústica feita com aço).

Isso pesa em minha mente até hoje e confesso que faço força para tentar esquecer.

Minha mãe nos criou (eu e meu irmão 5 anos mais novo) com muito sacrifício pois é uma mulher sem muita instrução, sim ela ainda é viva!

Como éramos muito pobres a única saída que eu via para ter melhores condições de vida era estudar.

Sempre fui sonhador e amigo dos livros, pois nas décadas de 70 e 80 não havia web, muito menos informação fácil num país como o meu.

Consumia tudo que via pela frente, desde os clássicos da literatura infantil até as grandes obras da literatura mundial.

Aos 12 anos de idade já havia lido Miguel de Cervantes, Dostoiévski, Shakespeare, Dante Alighieri e muitos outros.

O mais engraçado é que eu fazia isso escondido da minha mãe, porque ela apesar de achar que o estudo era importante tinha uma visão diferente.

Para ela deveríamos estudar somente na escola e ajudar nas tarefas de casa no tempo livre.

Eu cumpria minhas obrigações e corria para a biblioteca que ficava a aproximadamente três quilômetros da minha casa.

Consumia vorazmente meus livros e dali mesmo ia para a escola.

Assim foi minha vida até o ensino médio quando resolvi seguir a carreira militar.

Cursei a Escola de Especialistas de Aeronáutica onde conclui o curso de especialista em aeronaves em Julho de 1989 aos vinte anos de idade.

Naquela época comecei a deixar de ser aquele garoto apaixonado pelos livros e meu perfil foi mudando para o de um jovem solitário e dado ao vício.

Bebia muito e comecei a me drogar e sair sempre com prostitutas porque me considerava feio e desajeitado com as mulheres.

Durante o curso de formação de sargentos eu já começava a dar sinais da dependência química e alcoolismo.

Quando completei o curso fui destacado para servir no Sexto Esquadrão de Transporte Aéreo (6º ETA)em Brasília, capital do Brasil.

Lá, fui um militar relapso e inconsequente que fez tanta besteira que foi “gentilmente convidado” a assinar sua baixa antes do tempo, para evitar maiores complicações.

Período obscuro

Foi uma das maiores perdas da minha vida! Com essa baixa digamos “desonrosa”, não tive coragem de voltar para casa e muito menos procurar a ajuda da minha mãe.

Eu estava noivo da minha atual esposa e quando dei a notícia para ela ouvi ela dizer: — Você me fez sonhar! e agora?

Aquilo me deixou furioso porque pense: … Então era só a farda que a atraía.

Peguei o pouco dinheiro que um amigo me deu (gastava tanto com farras que nunca juntei um centavo) e comprei uma passagem para Guaratinguetá que era a cidade onde fiz o curso de sargento e onde minha noiva morava.

Ela era a única pessoa que realmente importava para mim.

Chegando lá fui procurá-la e ela com todo seu jeito falou que eu havia interpretado errado o que ela quis dizer.

Como iríamos casar agora que eu não tinha mais um bom trabalho? Como a família dela iria encarar essa situação? O que fazer?

Cabeça de drogado ninguém entende. Aquilo soou como uma falsidade e fiquei mais revoltado ainda.

Parti para a estrada e mergulhei fundo no mundo dos moradores de rua adquirindo novos vícios e chegando a praticar pequenos delitos.

Mesmo assim, minha noiva continuava me apoiando e não me abandonou, chegando a passar noites ao meu lado para que eu não me sentisse só.

Para piorar o quadro de um camarada que não tinha nada, ela engravidou.

Pirei mais ainda e me desesperei. Não conseguia parar de beber para esquecer todos os problemas.

Um dia durante um culto numa igreja evangélica que ajudava moradores de rua, encontrei meu ex instrutor de salto na Escola de sargentos que me reconheceu e me levou para sua casa.

Ele conseguiu um trabalho para mim numa retífica de motores de um amigo e comecei a trabalhar.

Sempre fui independente e não queria incomodar o Sub-Oficial Cruz com meus problemas.

Agradeci muito a ele e sua esposa pelo acolhimento e me despedi dizendo que agarraria esse emprego com todas as forças.

Trabalhei nessa retífica mas o dono era um aproveitador que pagava migalhas aos empregados.

Ganhando um salário mínimo, eu dormia em uma obra abandonada ao lado e continuava bebendo e me drogando.

Quando minha filha nasceu eu ainda não tinha uma casa para morar e muito menos responsabilidade.

Resolvi ir morar no campo sendo empregado de um produtor rural que me deu casa e um salário, que apesar de baixo dava para ter um pouco de dignidade.

Fiquei dois anos trabalhando na Fazenda Sapucaia em Pindamonhangaba fazendo de tudo, desde cuidar de plantações de arroz até cortar madeira em plena mata.

Apesar de ter um teto e um trabalho, aquilo me deprimia e revoltava pois eu sabia do meu potencial e que poderia ser mais do que um simples trabalhador rural.

Nada contra o trabalho no campo, pois é esse trabalho que mantém a economia de um país estável além de alimentar a população. Não me entenda mal.

Mas eu morava no meio do mato num lugar cheio de cobras e animais peçonhentos.

Meus vícios continuavam e o alcoolismo aumentou, passava o dia bêbado e à noite bebia mais ainda e fumava muita maconha.

Depois de dois anos, fiz amizade com um homem religioso chamado Ismael Maia. Fundador de um suposto projeto social chamado ESQUADRÃO DA VIDA situado na cidade de São Sebastião no litoral norte de São Paulo.

Ele se afeiçoou a minha pessoa e me levou para trabalhar com ele em seu “projeto” de recuperação de vidas como a minha.

Ele viu em mim um potencial para comunicação e trato com o público aliado a um bom conhecimento literário e bíblico.

Conseguiu me convencer a deixar afazenda e mudar para o projeto levando minha mulher e minha filha.

Lá pude ver com meus olhos como os aproveitadores da fé alheia manipulam as pessoas menos instruídas e de bom coração.

Ele reunia pessoas sem rumo e apesar de conseguir trabalho e moradia para elas, exigia que deixassem todos os seus ganhos em seu poder.

Era assim para todos, inclusive para mim que auxiliava em tudo, fazia pregações e ainda trabalhava fora com um empreiteiro da construção civil chamado Renato.

Renato era um mestre de obras muito respeitado na cidade e homem justo e honesto que me ensinou muito sobre construção civil me transformando em um bom construtor.

Ele vivia me alertando sobre o tal projeto e suas políticas chegando a me dizer que era injusto eu trabalhar, receber e dar todo meu pagamento nas mãos do tal pastor.

Como eu era muito crédulo naquela época, não ligava e continuava levando minha vida dando graças a Deus por haver abandonado meus vícios.

Meus olhos só se abriram quando meu segundo filho nasceu,o Jeremias e minha mulher me pediu um dinheiro para comprar o enxoval do garoto.

Não vi problema nisso e dei metade do meu pagamento semanal para que ela comprasse as roupinhas da criança.

Naquela semana a mulher do pastor durante o culto nos humlhou nos chamando abertamente de hereges gananciosos que não pensavam na comunidade.

Disse que era um absurdo comprar roupas novas para meu filho sendo que havia roupas doadas para serem usadas.

Nos humilhou de uma forma que me revoltou. Afinal o tal pastor não fazia nada. Não trabalhava e vivia às custas dos acolhidos e fiéis de sua igreja(seita).

Fui para o trabalho super chateado e com tanta raiva que até o Renato percebeu e me perguntou oque estava acontecendo.

Desabafei com ele que me olhou com um ar ao mesmo tempo preocupado e sacana como quem diz: Eu te avisei!

Dois dias depois ele me levou ao escritório de uma construtora da cidade, ECLER ENGENHARIA e me apresentou ao dono.

Ele era um engenheiro civil chamado Bernardo Tavolaro de Siqueira.

Entramos e renato foi logo dizendo: — Bernardo, esse é o rapaz sobre o qual te falei. É um camarada esforçado e que aprende rápido qualquer tipo de serviço.

Bernardo apertou minha mão, pediu que me sentasse e falasse um pouco sobre mim.

Contei toda minha trajetória e ele teve a paciência de ouvir.

Quando acabei de falar ele passou a mão em sua barba e falou que me contrataria como ajudante geral e me daria uma casa para morar.

Aceitei o trabalho e iniciei meu contrato no dia seguinte, abandonando o “projeto” de salvar vidas do pasto Ismael.

Era o primeiro trabalho regular com documentação correta e remuneração justa que eu via desde que saí da Força Aérea.

No segundo ano de trabalho na ECLER ENGENHARIA fui designado para trabalhar na reforma e pintura das fachadas do prédio do Terminal Almirante Barroso, uma estação de armazenamento e distribuição de petróleo da PETROBRÁS.

Foi uma fase onde ganhei muito dinheiro, pois havia me tornado uma espécie de faz tudo da firma e homem de confiança do patrão.

Como nem tudo são flores, voltei a beber e me drogar e foi pior e mais pesado pois agora eu fazia parte da alta roda do vício.

Frequentava boates e tinha uma legião de “amigos” que viravam noites comigo pagando tudo.

Resumindo: acabei jogando tudo pro ar e abandonei minha família para ir morar com uma prostituta que conheci.

Apesar de não deixar de trabalhar e continuar mandando dinheiro para minha filha e meu filho, eu não tinha consciência do mal que estava causando em suas vidas.

Dinheiro sem atenção do pai de nada vale.

Eu não queria saber de nada. Só pensava em prazer e farra até que um dia deprimido depois de uma noitada de bebedeira , drogas e mulheres resolvi procurar minha mulher e pedir para voltar.

Eu disse para ela que tudo seria diferente e que eu iria mudar ,etc…

Ela impôs uma condição: a de não morarmos mais em São Sebastião, porque ela sentia-se muito humilhada.

Aceitei a condição e tive uma ideia: retornar ao Rio de Janeiro já que havia dez anos que não falava com minha mãe e tinha sido dado como desaparecido.

Setembro de 1999

Imagine a expressão da minha mãe quando viu no portão da sua casa o filho que havia desaparecido durante dez anos.

Abraços, beijos e tudo aquilo que as mães fazem. me sentia como ema criança novamente.

Conversamos muito e fiquei uns dias com ela. Ela foi taxativa ao dizer que eu trouxesse minha mulher e meus dois filhos para morarmos com ela. Eu porém falei que não.

Ela insistiu e disse que eu poderia construir minha casa atrás da sua, porque tinha muito espaço nos fundos e que ela não faria nada ali.

Decidi então que eu faria a casa e retornei à cidade de São Sebastião com a notícia.

Minha mulher me aceitou de volta e concordou com a ideia da minha mãe de fazermos nossa casa própria.

Decidimos que ela ficaria em São Sebastião e eu retornaria ao Rio para dar início às obras.

Minha mulher trabalhava como mãe social na CASA DO MENOR E DO ADOLESCENTE DA COMARCA DE SÃO SEBASTIÃO e teria que sair do seu emprego para mais uma vez me acompanhar.

Cheguei ao Rio com algum dinheiro e comecei a construção. Tudo estava indo bem e rapidamente deixei parte da obra pronta para que já pudesse trazer minha mulher.

Nesse período de Setembro de 1999 ela vinha todo final de semana e retornava segunda para seu trabalho.

Nessas idas e vindas, engravidou do nosso terceiro filho, o Jônatas.

Assim que cheguei, minha mãe me falou sobre um concurso que estava aberto na área de saúde.

Prestei o exame no mesmo mês de Setembro e continuei trabalhando como construtor.

Minha esposa não poderia vir tão cedo porque estando grávida seria uma tremenda burocracia despedi-la.

Ela insistiu, assinou um termo de compromisso isentando a comarca de qualquer ato de infração à legislação e veio morar em nossa casa em construção.

Fui aprovado no concurso, consegui um excelente posicionamento no trabalho porém o vício continuava.

Nunca deixei de cumprir minhas obrigações como chefe de família mas a vida boêmia estragava tudo.

Eram noites sem dormir, chegando em casa com o sol raiando e com tempo somente para me recompor com um bom banho e partir para o trabalho.

Cheguei até a abrir um bar. Imagine um alcoólatra inveterado sendo dono de um bar.

Essa foi minha vida até o dia em que pesquisando na internet sobre formas de trabalhar online, porque já estava cansado daquela vida de me dividir entre o serviço público e o bar, conheci o marketing digital para afiliados.

Achei a proposta interessante e me aprofundei no assunto.

Descobri um mundo maravilhoso onde posso fazer o que mais gosto (escrever) e ainda lucrar com isso.

Fiquei empolgado com esse novo mundo e recuperei meu gosto pelos estudos e pela escrita.

Foi uma revolução na minha vida e hoje posso dizer que sou muito, mas muitíssimo feliz com o que faço.

O marketing digital me proporciona não apenas renda, mas alegria de viver e muitos amigos leais que fiz ao longo do tempo.

Escrevo, ajudo pessoas a mudarem de vida com esse estilo de trabalho e ainda sou recompensado por isso.

Gosto de falar sobre trabalhos online e incentivo essa forma de trabalho como mudança de mentalidade.

Esse tipo de ocupação é relativamente fácil de aprender e para empreender na internet basta ter gosto pelos estudos e conhecer um pouco de técnicas de copywriting para ter sucesso.

É isso que faz uma pessoa abandonar qualquer vício: ter um propósito de vida fazendo o que gosta e ajudando outros que passam pelos mesmos problemas a mudarem seus paradigmas.

Espero que essa história possa ser útil para você que passa por algum problema com vícios ou depressão.

Use a internet para fazer amigos verdadeiros e ainda ser remunerado por isso.

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