Dois pontos de vista

Por Anderson Costa

Não é segredo que tem sido difícil ser muuuuuito feliz no RJ. A realidade da cidade tem consumido todo meu orgulho de ser carioca. A situação é tão grave que me fez querer sair da cidade durante o evento. Enfim, isso aqui não é o muro das lamentações. Acabou que fiquei na cidade.

Ainda com o pé atrás em relação às olimpíadas, resolvi curtir o clima olímpico no meio do povo, lá no Boulevard olímpico, na zona portuária. Confesso que a princípio o que me motivou a ir lá foi o mural do Kobra. Enfim, fiquei surpreso com o que vi lá. Gente do mundo todo andando, comendo, dançando, torcendo, sorrindo, registrando tudo… Foi lindo, e ali pela primeira vez pensei em estar na cidade maravilhosa. Agora o que foi a Paralimpíada? Que injeção de ânimo! Foi lindo!

A senhora caindo na cerimônia de abertura não sai da minha cabeça. Valeu a pena ir, valeu a pena assistir, presenciar… valeu a pena.

Por Julia Moreira

Não sou telespectadora assídua de esportes. Aliás, sou bem chata com relação à esportes, não gosto de absolutamente nada relacionado. Mas a Paralimpíada me deu uma injeção de ânimo que eu nunca havia tomado antes. Eu me surpreendi com o que eu vi e me emocionei.

Dentro da arena de voleibol sentado, eu sentia aquele friozinho na barriga toda vez em que a galera pulava e gritava pelo Brasil. A cada intervalo, as músicas mais animadas que tocam na nossa rádio, ecoavam pela arena e faziam com que o público todo dançasse junto.

As crianças que estavam a passeio do colégio pulavam com a bandeira do Brasil em suas mãozinhas com uma alegria contagiante. E o animador não deixava a platéia quieta por um segundo. Era um tal de “bata palmas” e “hora de dançar” a todo momento. A arena não estava lotada, mas era o suficiente para fazer uma ‘ola’ bem feita.

Os telões virados para a platéia mostravam o mascote da Paralimpíada dançando, fazendo graça e até bebendo uma Coca-Cola, que em seguida era jogada num lixo para reciclagem.

Aliás, eu achei tão fofo esse mascote da Paralimpíada que eu tive que comprar um na lojinha oficial da Rio 2016 (tava na promoção, claro).

Ao final do jogo, saí com a alma renovada (de tanto chorar).

Show your support

Clapping shows how much you appreciated Júlia Moreira’s story.