Cantares de um Domingo

Impossível ler o livro de Cânticos sem se inspirar. Em uma dessas leituras, tentei, em uma espécie de rascunho, construir um cântico. Não fiquei muito preocupado em preservar todas as características de um cântico, mas sim em buscar neles uma inspiração. Espero que gostem:

As ideias me escapam
E ela também
Estaria, portanto, livre
Mas essa liberdade não existe
Liberto da morte, servo do amor
Tortuosas veredas são as da compreensão e da dor
Que labor é te encontrar, saber te amar, querer ser amado

Ah, se eu pudesse encontrar sua boca novamente, só em teus lábios os meus encontram descanso. 
As ideias me escapam
Ah, se eu pudesse abraçá-la novamente, só em teus braços os meus encontram descanso.
As ideias me escapam.

A minha amada: de todas a mais bela, de todas a mais preciosa,
Não provocarei seu amor enquanto não quiser.
A minha amada: de todas a única, incomparável és.
Não provocarei seu amor enquanto não quiser.

Que as suas virtudes sejam proclamadas e que o amor seja assim anunciado.
Depois de tudo, lá estaremos: juntos, livres da morte, escravos do amor…
E felizes.

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