Este não é mais um texto clichê sobre propósito

O que você almeja pra sua vida?

Quais são seus sonhos?

Como você se vê daqui a 15 anos?

Não sei você, mas perguntas como essas são um problema para mim. Elas fazem com que eu ligue um alerta vermelho dentro da minha cabeça indicando o início de uma crise existencial, daquelas de fazer chorar no travesseiro por décadas! (Ok, estou exagerando no drama a la “Usurpadora”) Tudo isso porque eu não sei responder a nenhuma delas.

Em “Alice no País das Maravilhas” há uma frase que diz que “pra quem não sabe onde quer ir, qualquer caminho serve”. Se isso for verdade (e talvez realmente seja) eu estou ferrado. Não sei o que eu quero!

Talvez você esteja querendo me dizer que para que encontre um rumo eu preciso apostar naquilo que gosto de fazer, naquilo que me dá paixão. É ai que começa o problema.

Acontece que eu sempre gostei muito de muita coisa. Toco teclado, adoro instrumentos e canto (ou tento, né?). Já liderei grupos musicais na igreja que frequentava, escrevi algumas músicas e até participei de uma banda de reggae. Viver de música sempre esteve em minha cabeça. Também curto muito esportes. Já joguei handebol por um bom tempo (saudades) e queria me profissionalizar nisso. Já fiz curso de mecânica no Senai e gostei de muita coisa. Essa variedade de gostos me levou a área da comunicação. Me formei em Relações Públicas, que é sensacional (#RpAmô). Só que até dentro da minha profissão eu tenho medo de me especializar em um único segmento. Fazer escolhas é sempre muito difícil.

Acho que sofro de uma espécie de “crise dos 20”, que é quando suas expectativas da infância, de que aos 20 anos você já teria chegado lá (mas onde é o “lá” mesmo?), são frustradas.

De certa forma, algumas coisas nessas últimas olimpíadas alimentaram ainda mais essa crise. Sei que comparações desse tipo são muito infantis, mas é um pouco perturbador ver jovens na sua faixa de idade, no auge do vigor físico, se destacando naquilo que fazem e aparentam gostar de fazer. Veja só:

- Annita, 23 anos, uma das cantoras de maior sucesso do país e que cantou na abertura dos Jogos Olímpicos ao lado de Caetano Veloso e Gilberto Gil;

- Simone Biles, 19 anos, assumiu o posto de Michael Phelps como principal ídolo do esporte olímpico americano;

- Isaquias Queiroz, 22 anos, ganhou a primeira medalha brasileira em seu esporte e, como se já não fosse o bastante, foi o primeiro atleta do país a ganhar mais de duas medalhas numa mesma olimpíada;

- Neymar, 24 anos, é considerado o melhor jogador do principal esporte de seu país. Ao conquistar o único prêmio que a seleção ainda não tinha ganhado foi comemorar nos braços de Bruna Marquezine.

E eu, 22 anos, escrevendo textão e sofrendo ao lembrar que nas próximas olimpíadas terei 26 anos. Sentiu o drama?

Bom, mas há uma coisa que eu sei que gosto: Ser útil! Fico muito feliz quando sei que estou ajudando, que estou agregando algo, fazendo a diferença. Como diria o zagueiro, eu só quero dar alegria pro meu povo. Por isso, de uns tempos prá cá vinha pensando em fazer um blog. Mas sobre o quê? Ai, escolhas, escolhas..

Foi quando descobri o Medium, essa plataforma maravilhosa, meio blog, meio rede social. Só o fato de ser encontrado pelo meu perfil do twitter (@joabee_ , segue lá!), sem ter que bolar um nome descolado que caracterizaria o assunto específico que abordaria já me dá a abertura para o que eu quero no momento: falar do que gosto, ou seja, de tudo um pouco!

Diferente daquela frase de “Alice no País das Maravilhas”, um trecho da canção de Estevão Queiroga descreve melhor o meu momento de vida:

“Eu caminhante quero o trajeto terminado, mas no caminho mais importa o durante”

E você é meu convidado para essa jornada. Pretendo publicar a cada 15 dias textos sobre diversos temas, que poderão vir em forma de desabafo/textão ou bonitinho, em 3ª pessoa e tudo mais. Lembre-se de que será uma caminhada, então pode ser que as coisas mudem um pouco de vez em quando.

Pode ser que em algum momento eu descubra um tema e estilo pra chamar de meu, mas antes preciso me encontrar.