
Aos sete anos de idade, bebia da fonte de teus chás medicinais e nadava em teus banhos florais. Arruda, Alecrim e Alfazema, nós duas, eu uma ilha e você um oceano. Ao crescer, torpor diante das suas crenças e anseio pelo outro lado da janela, pulei, achei que sabia voar.. caí. Mas sete pedras achei, uma rosa, outra azul, duas vermelhas, duas amarelas, e uma preta. Preta? Preta. A sétima pedra tinha a cor da noite, eu sempre gostei dos mistérios. Da noite e da pedra! Andei em corda bamba e suicidei-me no tigre e no eufrates. E só então entendi, que a cigana que me conduzia e a rezadeira que me curava, eram as mesmas pessoas. E que eu tinha saído do ventre das duas, a bruxa mais sagrada foi minha casa por 9 meses, e quando o sol chegou na nona casa, que por coincidência ou trocadilho era ele próprio. Junto comigo, flores de jasmin e os mais bonitos feitiços vieram. Tume gerou e hoje caminjo na santa inquisição, mas não queimo, pois o fogo, sou eu.
