A Maratona do Vinho que não tinha vinho

Último km da prova, nos parreirais

Soube dessa prova via o grupo no whats da #Comrades, e como daquele grupo alguns estariam presentes, usando a prova como “treino”, além de, ao pesquisar sobre a prova na internet, a promessa de uma maratona diferente, resolvi me inscrever.

Devido agenda, trabalhei na sexta ate umas 19h, dormi umas 3h, e rumei para Bento Gonçalves de carro, foram 8h de viagem, mas bem tranquilas, fui com minha noiva e mais um casal de amigos, além da prova a ideia era um passeio pelo vale dos vinhedos.

Rota do Sol

Chegamos em Bento as 10h de sábado, da BR 101 até Bento, subimos pela Rota do Sol, lindas paisagens. As 13h rolou um almoço com uns 20 atletas do Grupo da Comrades, conheci gente nova e por consequência novas amizades no mundo da corrida.

Comrades em peso #comrades

Fomos na sequencia direto ao morro da antena pegar o kit, para depois o esperado passeio nos vinhedos com direto a degustar alguns vinhos.

Primeira vez que visitei a cidade, logo de cara, se percebia muitas montanhas, por consequência o vale dos vinhedos onde seria a corrida, com muitas descidas e subidas, já deu para perceber que não seria uma maratona muito fácil, tanto no site, quanto no local de retirada dos kits, não havia muita informação e detalhes do percurso.

Deitei cedo para recuperar as 8h da viagem de carro e estar 100% para lagar as 7h da manhã, acordei as 5h, desci para o café da manhã e o ambiente já estava cheio e muitos atletas já animados para tomar o rumo do morro das antenas e enfim largar. Fui de carona com uma galera do Paraná, pois se fosse de carro, minha noiva teria q me levar e voltar ao hotel, pois precisava do carro.

O chip era necessário pegar no dia da corrida, 1h antes da largada, como eram pouco atletas (1 mil), foi tranquilo, e por ser corrida de revezamento (poucos solo), o chip era num elástico para carregar ele no pulso (gostei).

Corredores do Brasil todo já se aprontavam para cruzar o barril e as bicas da largada, as equipes já se deslocavam aos seus pontos de trocar nos ônibus, o céu estava fechado, uma garoa caía para alegrar a grande maioria e a temperatura estava na casa dos 20º, excelente clima para a prova.

Após a contagem regressiva, largaram os solos dos 42km e 7:50 largaram as equipes (1º da equipe), os 2 primeiros km’s eram ladeira abaixo, no meio do parreiral e com muita uva, já era possível degustar uma uva para os atletas que não necessariamente buscam pódio.

A prova variava de 1 a 3km de subidas e depois descidas com distâncias parecidas, ou seja, sem trecho plano, prova casca grossa, chegando ao nível menor no km 21, onde passava o rio, você poderia tirar o tênis ou cruzar com o mesmo e já refrescar os pés, a maioria molhava os pés sem muita preocupação.

Havia 7 vino stops na prova, mas do km 27 até o 34 ou algo assim, ficou uma “vácuo” pesado sem água, e com muita subidas, muitos sofreram e pediram água com os moradores locais, e quando cheguei nesse posto, a água estava acabando, era “morna” e os demais devem ter ficado sem água. Confesso que só vi vinho e alguma coisa para comer em um ponto, os demais era somente água.

Na companhia de Nato Amaral #comrades

São Pedro merece um parágrafo a parte, pois sábado estava muito quente, temperatura alta e sol forte, no domingo a temperatura estava boa e além de algumas garoas o tempo todo estava nublado, isso com certeza fez diferença para todos os atletas.

Após 5h de sobe e desce, de ruas com pedra, lama, paralelepípedo, asfalto, parreiras, era necessário subir os 2km’s da ladeira da largada, caminhei 70% desse trecho e o sprint final para colecionar mais uma bela prova no currículo.

#comrades: Eu, Nato Amaral e Thiago Figueira

Cheguei com mais de 5h, infelizmente não achei vinho, queijo, salame e outras expectativas, somente água e uns pães, mas como provas de equipes, muita alegria e animação, o tempo ainda nublado e um clima muito agradável.

Para fechar com chave de ouro o fim de semana, visitei um grande amigo que não o via há uns 10 anos na cidade de Farroupilha, um belo churrasco nos esperava, papo em dia, nostalgia dos tempos de piá, mais 8h de estrada até Joinville e um sentimento de que valeu a pena.

Pontos fortes: Percurso, Vale dos Vinhedos, Visual da região, Largada e Chegada no Morro das Antenas;

Pontos fracos: Pontos de hidratação e Kit + medalha.

Creio que a prova tem potencial para fazer parte do calendário de muita gente, mas precisa ser mais estruturada.

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