A violência nos estádios está longe de acabar

Os métodos utilizados para coibir a violência são falhos

Na última quinta-feira (17), Manchester United e Liverpool enfrentaram-se pelas oitavas de final da UEFA Europa League. Mas infelizmente não tivemos confrontos somente dentro do campo. Torcedores dos dois clubes, motivados pela histórica rivalidade entre as duas equipes, entraram em confrontos verbais durante toda a partida.

A confusão começou na partida de ida entre as duas equipes, quando o Liverpool venceu o Manchester pelo placar de 2 a 0, durante a partida, torcedores do United entoaram cânticos que lembravam a tragédia de Hillsborough em Sheffield, quando 96 torcedores morreram e 766 pessoas ficaram feridas.

A confusão começou na partida de ida entre as duas equipes, quando o Liverpool venceu o Manchester pelo placar de 2 a 0, durante a partida, torcedores do United entoaram cânticos que lembravam a tragédia de Hillsborough em Sheffield, quando 96 torcedores morreram e 766 pessoas ficaram feridas.

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No jogo de volta o clima esquentou mais ainda, e as duas torcidas seguiram as provocações, no total 5 pessoas foram presas e as duas equipes serão julgadas pela UEFA, o Manchester responderá por: arremessos de objetos, escadas bloqueadas e distúrbio entre torcedores. Já o Liverpool responderá por cânticos ilícitos, uso de fogos de artifícios em locais proibidos e arremessos de objetos.

O que para muitos já havia encerrado, na verdade só está escondido. Os tais Hooligans ingleses nunca deixaram de existir, o torcedor inglês não virou um “santo” e nem perdeu seu extinto feroz. Talvez seja a hora de fazermos uma reflexão mais profunda sobre o assunto.

Claramente o modelo de controle inglês não é perfeito e muito menos democrático, colocar cadeiras em todo o estádio e cobrar preços abusivos pode parecer lindo na televisão, mas para os frequentadores de estádios não ajuda em nada.

Os confrontos entre torcidas é algo mundial, acontece no Brasil, na Argentina, na Inglaterra, no Egito e outras centenas de países. A punição as torcidas e clubes tem sido a maneira mais usada para coibir os atos de violência no Brasil.

Chegou a hora de uma mudança mundial, está na hora de punições sérias a quem comete delitos nos estádio e arredores, seja este torcedor do clube (sim, ele é um torcedor, não um marginal travestido de torcedor) ou apenas um arruaceiro.

Punir o espetáculo não pode mais ser aceito, a violência não acabará só porque o Ministério Público proibiu a entrada de bandeiras no estádio ou de faixas com o nome da torcida X,como acontece no Brasil. Precisamos de punições severas e brandas aos infratores, com prisão, pagamento de serviços comunitário e de cestas básicas, além da proibição de entrada nos estádios, aos mesmos.

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É hora de liberar bandeiras, bumbos, faixas, papel picado e tantas outras formas de espetáculo. O tal jeito inglês não acabou com os conflitos, eles continuam acontecendo, como vimos no último clássico inglês, precisamos de leis e de engajamento das autoridades, até porque cobrar caro pelo ingresso e colocar cadeiras nas arquibancadas não acabam com a violência, mas sim com a graça de ser um torcedor de futebol.

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