Quem me dera
Nov 6 · 1 min read
O nojo é ilustrado no espelho sujo.
Bílis negra me cobre o corpo; urro.
Sem mel, sem leite, sem fartura.
Tem fel, tem sede; de tortura.
Alto flagelo debaixo da cama.
Cabeça na terra, vergonha clama.
Escorre o podre líquido.
A morte me espera.
Quem me dera.
