S E N T I M E N T O

Uma bomba relógio,
Sem data estipulada para detonar. 
Ao invés,
Explodo sempre que possível: 
Todos os segundos, 
Todos os minutos, 
Todos os dias, 
Todas as semanas, 
Todos os meses e
Todos os anos.

Num silêncio que faz jus à um funeral,
O peso ensurdecedor do meu sofrimento mudo
Me corrói. E arde, e queima, e apodrece tudo,
Como quando jogam sobre as feridas 
Álcool, e vinagre, e limão, e sol, e sal.

Saia! Saia de mim, sentimento perverso.
Saia correndo pelos portões da minha alma 
Saia tão rápido quanto se engendrou. 
Sair de quê? De onde? Não há nada. 
O silêncio transparece somente o

V A Z I O