VER A DEUS

Ninguém jamais viu a Deus, mas o Deus Unigênito, que está junto do Pai, o tornou conhecido”. [João 1.18]

É impossível ver a Deus em sua plenitude. No máximo, quando Ele próprio decide se revelar aos homens, podemos ter um pequeno vislumbre de toda a sua grandeza. Isso porque a nossa limitação humana jamais nos permitiria contemplar a realidade divina por completo. Não nos é possível sequer mensurar a extensão da existência de Deus.

Contudo, apesar do abismo que existe entre a existência infinita de Deus e a nossa humanidade limitada, o Criador continua caminhando em direção à sua criação para se fazer conhecido. A própria natureza criada nos revela de maneira indireta a existência de um Deus, pois desde a criação do mundo os atributos invisíveis de Deus, seu eterno poder e sua natureza divina, têm sido vistos claramente, sendo compreendidos por meio das coisas criadas [Romanos 1.20].

Para se tornar visível ao ser humano, o Deus invisível encarnou na história em Jesus de Nazaré, por quem se tornou conhecido. Jesus é a maior revelação de Deus ao mundo. Ele é a maior expressão de Deus, e a mais primorosa expressão de humanidade. Em Jesus conhecemos a Deus, mas também distinguimos como o ser humano deveria ser.

Assim, Deus nos é revelado em um humano perfeito. A imagem e semelhança divinas, depositadas na humanidade no momento da criação e maculadas com a presença do pecado, são resgatadas através da vida e obra de Jesus. Para se tornar conhecido novamente, Deus se fez homem. E na humanidade perfeita do Deus infinito, o Criador pode voltar a habitar em meio à sua criação.

Somente o sacrifício de um homem perfeito poderia reconciliar o mundo com Deus, novamente. A morte de nenhum outro homem poderia proporcionar esse efeito. Por essa razão, Deus virou gente, habitou em nosso meio, e então, o vimos em sua glória, cheio de graça e de verdade.