Poesia: 14 de Junho

Hoje tigre algum caçará para presas a piedade
num portenho sonho coletivo a passos de som de cascos
uma criança cega
tateia livros

dum
embaralhado
caminho

empunha o metal que sonha ser um tigre
que por piedade ou a mão da infância
hoje não predará e sonha ser Ulisses

do sonho troglodita da língua morta
de vida infinda da clássica memória
do pesadelo das cinzas
o golem guarda a rosa, a rosa amarela

e amarelos, os tristes tigres ronronam de fome,
mas, negam o instinto,
misericordiosos do cego menino
de cabeça de touro

da cabeça
dum
velho
cadáver
de Entre Ríos.

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