A realidade consegue sempre ultrapassar a ficção!

Há 15 anos atrás, Steven Spielberg realizou uma obra de arte cinematográfica que apresentava o futuro da humanidade e da segurança, o Minority Report. Muita tecnologia rodeava esta sociedade futurista, mas claro que o experiente Tom Cruise conseguiu dar a volta à situação, escapando sempre que necessário. Na realidade, não quero recordar ou comentar o filme, quero sim mostrar como a realidade desta película é algo atual, muito atual.

Qualquer um de nós tem no bolso um dispositivo com georreferenciação, onde as redes sociais nos dizem quem está próximo a nós. Recentemente, o Google lançou um sistema que faz não só o reconhecimento fácil, como o reconhecimento do local, da raça de cães, entre outros. A MobileNets é um sofisticado algoritmo que processa a informação que o gigante motor de pesquisa alberga e cruza com a imagem que o utilizador disponibiliza. Apesar de ter sido anunciado no mês passado já existem interessados nesta tecnologia, entre elas, Apple, Facebook e até o Snapchat.

E há solução quando não é possível ver a totalidade da face, há reconhecimento facial que resulte? Sim há! O Facebook está a trabalhar na sua Inteligência Artificial de forma a conseguir reconhecer perfis sem ser necessário ter acesso à totalidade do rosto. Segundo Yann LeCun, chefe da divisão de inteligência artificial do Facebook, “There are a lot of cues we use. People have characteristic aspects, even if you look at them from the back,”, “For example, you can recognise Mark Zuckerberg very easily, because he always wears a gray T-shirt.”.

Seguindo esta linha de pensamento, hoje temos várias entidades com pretensões de utilizarem este tipo de tecnologia a seu favor. Na Europa, a polícia alemã quer digitalizar o rostos de cidadãos em troca de vales-presentes. Do outro lado do Atlântico, nos Aeroportos dos EUA vão digitalizar o rosto de cidadãos que deixam o país. Ainda na América, a cadeia de retalho Walmart está a desenvolver uma tecnologia de reconhecimento facial para detectar se os seus clientes estão frustrados ou infelizes.

Sim, são tudo desenvolvimentos recentes ou que ainda estão em curso. Contudo há outras provas que esta tecnologia veio para ficar, nomeadamente no Reino Unido onde um homem foi preso graças a um carro com reconhecimento facial. Na China, com o apoio da Baidu (a rede social mais utilizada no país) um casal encontrou o filho sequestrado através do reconhecimento facial da aplicação. Na Cidade de São Paulo, no Brasil, é utilizado há uns anos o reconhecimento facial nos autocarros.

A questão que vos deixo é, estamos a ser controlados ou estamos a melhorar a nossa segurança?