nada jaz
E nós corremos. Como se o futuro não estivesse lá, debruçamo-nos sobre o abraço dos ares de primavera que costumeiramente, ano após ano, acariciam essa imensidão com uma delicadeza que simplesmente parece surreal; não materializa-se este abstrato com facilidade. Ao momento em que a brisa toca a pele, a mente é acalentada por uma sensação meditativa. Nada mais, pensamento, coisa ou pessoa, é capaz de ocupar um lugar na alma, que nesse momento, encontra-se preenchida pela paz. A noção de espaço é reduzida ao aqui, e a de tempo é reduzida ao agora. O vento, quase que involuntariamente, sussurra: “sente”.